Aí vem a Sul-Americana… A quem interessa?

Antero Greco

31 de julho de 2012 | 03h10

Os Jogos Olímpicos esquentam, o Brasileiro ameaça engatar uma terceira e a partir de hoje oito clubes nacionais começam a concentrar-se também na Copa Sul-Americano. O torneio entra na 11.º edição, não “pegou” ainda por aqui, mas já fez a alegria do Inter em 2008. É visto como um consolo para quem não jogou a Libertadores, mas constrói sua história…

A Sul-Americana ainda é vista como entrave para os times brasileiros. Logo vai aparecer algum treinador a meter bronca, sob a alegação de que interfere no Brasileiro, desgasta jogadores, é maratona e coisas do gênero. Só que, no ano anterior, para mascarar decepções na Série A muitos alertavam para o fato de que o time pelo menos brigava pela… Sul-Americana.

Os duelos desta fase preliminar ainda se dão entre equipes do mesmo país. No caso do Brasil, o emparceiramento colocou Grêmio x Coritiba, Bahia x São Paulo, Atlético-GO x Figueirense e Palmeiras x Botafogo. Os quatro vencedores, em jogos de ida e volta, avançam para a etapa internacional, a partir de setembro e até o final do ano.

Grêmio e Coritiba abrem os trabalhos nesta terça-feira; os demais jogam na quarta. Os gaúchos vivem bom momento no Brasileiro, apesar do tropeço no fim de semana. Têm pretensões ao título doméstico, mas ficam de olho no prêmio maior da Sul-Americana que é uma boquinha na Libertadores de 2013. O Coritiba tenta reagir na Série A, mas vê a Sul-Americana como compensação para a decepção provocada pela perda da Copa do Brasil. Equilíbrio aqui.

O Bahia também tenta dar sinais de reação e talvez se concentre mais no esforço da manter-se na elite local do que em apostar fichas na Sul-Americana. O São Paulo pode ter, aqui, a saída para um ano que não lhe é muito favorável. E seria também uma conquista inédita. Está mais para o tricolor paulista.

Atlético-GO e Figueirense veem, neste momento, a Sul-Americana como tortura, já que penam no Brasileiro. Com pouca chance de sucesso, na chave principal, devem voltar-se para as agruras do dia a dia em casa. Quem avançar, terá desgaste maior. Sem prognóstico.

O Palmeiras já teve sua conquista em 2013, com a Copa do Brasil, e está fora da briga pelo título brasileiro. Como se encontra na zona de rebaixamento, tem de preocupar-se em melhorar de situação. Mas vê a Sul-Americana como brecha para segunda comemoração. O Botafogo também encara o campeonato continental como boa alternativa para voos mais altos na próxima temporada. Equilíbrio também neste clássico.

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