Alex, o craque, comanda reação do Coritiba contra o Fla

Antero Greco

06 de julho de 2013 | 23h33

Sei que pode parecer lugar-comum, e é mesmo. Mas não resisto à tentação de afirmar: tem jogador que parece imune à passagem do tempo. Quanto mais se aproxima a aposentadoria, tanto melhor atua. Tem sujeito que não sente o peso dos anos e de pontapés nas canelas e desfilam pelos campos como garotos recém-saídos dos juvenis.

Quer um exemplo extraordinário, fora o incansável Zé Roberto? Pois eu tenho na ponta da língua: é Alex, do Coritiba. O moço, por assim dizer, já deixou os 30 para trás há algum tempo e nem se percebe. Joga hoje melhor, e com precisão, do que no início de carreira, no próprio Coxa. Rodou por Palmeiras, Cruzeiro, Fenerbahçe, voltou para casa e continua a esbanjar categoria. É de encher os olhos de quem curte futebol.

E foi assim na noite deste sábado, em Brasília. Sei lá se baixou nele o espírito irreverente de Mané Garrincha, cujo nome batiza o estádio. Sei que foi o responsável pela reação do Coritiba, que amargava 2 a 0 diante do Flamengo e conseguiu arrancar empate de 2 a 2. Alex fez o golaço de empate, aos 15 minutos da etapa final. Mas antes, aos 3, cobrou escanteio que Chico desviou para o gol e diminuiu a diferença.

Alex é o cérebro e a alma do Coritiba, e um dos segredos para o esplêndido início de Brasileiro, por enquanto na ponta. Ele foi fundamental no campeonato paranaense, já marcou 18 vezes na temporada, e deixou claro, se é quem alguém tivesse dúvida, de qe será o maestro do grupo na pretensão de chegar ao segundo título da Série A. Boto fé.

Dá pra ter esperança também em reação do Flamengo. Mano Menezes acabou de chegar, molda a equipe, sem grandes nomes, e se podem notar progressos. O time foi menos afoito e mais compacto, criou jogadas, incomodou o goleiro Vanderlei, abriu os 2 a 0 (Marcelo Moreno no primeiro tempo e Cáceres, no comecinho do segundo).

O Fla poderia ter alcançado a vitória, se Marcelo Moreno não desperdiçasse pênalti aos 33 da etapa inicial. Dois pontos que escoaram pelos dedos do time carioca. Mesmo assim, ficou boa impressão do pontapé inicial do trabalho de Mano.

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