América dá os craques. Europa fica com a fama

Antero Greco

20 de dezembro de 2015 | 12h33

O Barcelona é grande, divino, maravilhoso, irrefreável e, de novo, campeão do mundo. Use os adjetivos que preferir. Ganhou do River Plate por 3 a 0, neste domingo, no Japão, e confirmou o que todos previam. Não houve espaço para surpresas. O uruguaio Suárez fez dois e o argentino Messi, um. O brasileiro Neymar participou diretamente do primeiro e do último gols.

Houve, portanto, pés sul-americanos na conquista do gigante europeu. E como houve! O trio principal do Barça ainda uma vez foi fundamental para destruir defesa e, com estilo, graça e eficiência, garantiu o sexto título (considerando as versões antiga e moderna do torneio).

Não há o que contestar na vitória do Barcelona. O filme foi o mesmo de duelos anteriores de Mundial – ou mesmo de jogos em torneios espanhóis ou continentais. O time catalão dominou, o adversário tratou de defender-se como pôde até jogar a toalha e render-se.

Não foi diferente com o River, que resisti até os 35 minutos do primeiro tempo, quando saiu o gol de Messi em jogada com Neymar. A conta foi fechada na segunda parte, com os gols de Suárez aos 4 e aos 22. O River só acordou quase no final, quando não podia mudar a história da partida: num lance obrigou Bravo e ótima defesa e, noutro, mandou bola na trave. E só.

O duelo mostrou o óbvio: é praticamente impossível competir com os grandes da Europa num duelo mano a mano. Com o poder financeiro que têm, compõem elencos multinacionais de artistas e atropelam os desavisados que passam na frente deles.

Não é por acaso que, nas últimas nove edições, ganharam oito – só perderam a de 2012, ano em que o Corinthians bateu o Chelsea por 1 a 0. E, ironia das ironias, jogadores sul-americanos têm sido decisivos nessas ocasiões, como mostrou o jogo deste domingo.

A América do Sul fornece os craques; a Europa fica com a fama.

 

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