Amistoso meia-boca serve para Brasil aumentar saldo

Antero Greco

20 de julho de 2012 | 18h19

Escrevi na minha coluna desta sexta-feira, no Estadão (você pode ler aqui no blog mesmo), que a seleção faria hoje o melhor teste antes da fase de eliminação direta no torneio olímpico de futebol masculino. Achava que a equipe da Grã-Bretanha era bem mais forte do que Egito, Bielorrússia e Nova Zelândia, adversárias do Brasil na etapa de grupos e que, salvo engano, não serão páreo para evitar classificação da turma do Mano.

Mas, depois da bolinha murcha que os súditos da rainha Elizabeth II apresentaram, fico tentado a refazer o comentário. Esses britânicos, se mantiveram essa toada, só chegam ao pódio por graça e obra do Espírito Santo, do apito amigo e dos deuses do Olimpo. Ou de todos esses fatores juntos. Timeco bem meia-boca, que perdeu por 2 a 0 também porque os brasileiros tiraram o pé, sobretudo no segundo tempo.

O jogo foi quase tão feio quanto a camisa dos anfitriões do jogo em Middlesbrough. Aliás, assinada por Stella McCartney, sim, filha de Paul, o gênio da música que vai fazer show no encerramento dos Jogos. O pai é fora de série, mas a moça não caprichou muito no uniforme.

Bom, deixa pra lá. O primeiro tempo foi razoável (com muito boa vontade), porque o Brasil tomou iniciativa e fez os dois gols, com Sandro e com Neymar (em cobrança de pênalti). Nem se pode falar em teste, porque os britânicos incomodaram o Rafael só uma vez. Melhoraram um pouco no segundo, mas nada animador, que sacudisse o público que foi ao estádio.

Mano manteve em campo por bastante tempo a equipe que considera titular – a mesma da derrota no amistoso com a Argentina, em junho. Deve ter saído certo de que alguns nomes são intocáveis no momento (os “veteranos” Thiago Silva, Marcelo, Hulk, fora Neymar, Rômulo e Sandro), e provavelmente terá conversa de pé de ouvido com Oscar e Leandro Damião. Ambos estiveram aqui do esperado no primeiro tempo, com ligeira melhora no segundo.

Conclusão: o jogo serviu para aumentar o saldo positivo do Brasil (e de Mano). A seleção pode faturar o ouro olímpico, por qualidades suas e por baixa qualidade da maioria dos participantes. Em tempo: está na hora de parar com o papo de “os meninos”, “os garotos” da seleção. São jovens, sim, mas a maioria com boa quilometragem no futebol…

 

 

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