Aquele pênalti em Itaquera…

Antero Greco

21 de setembro de 2015 | 19h55

Sério que ainda há quem acredite que não foi pênalti de Zeca em Vágner Love?! Discussão só pra encher tempo de programas ou para conversa de botequim. O defensor do Santos deu uma rasteira, rapa, chinela, no atacante do Corinthians, na hora em que ele iria chutar para o gol. Isso em qualquer circunstância – de futebol de rua a Copa do Mundo – é bola na marca da cal. Se o juiz não marca, pode pendurar o apito.

Sério, também, que tem quem fale em dupla falta de Love?! Primeiro, ele teria solado, na dividida com Zeca. Depois, antes de ser derrubado, teria tocado a bola com a mão. Engraçado que os santistas não reclamaram disso na hora – só depois.

A verdade é a seguinte: foi Pênalti, com P maiúsculo, e por pouco não se transforma na gafe do final de semana. Se não fosse o assistente, o Flávio Guerra teria pisado feio, seria uma escorregada monumental. E, para quem não sabe, o auxiliar está na beira do campo justamente pra isso. É trio de arbitragem.

Até aí, tudo certo. O trio acertou num ponto e errou, feio, em outro. Guerra escreveu no relatório que expulsou David Braz por reclamação. Ah, é? Se foi assim, por que consultou o bandeirinha, antes de dar o cartão? Se o fez, era porque estava em dúvida. E o juiz fica em dúvida, se alguém o ofende?

Tem outra: se deu o pênalti de Zeca, mesmo com um segundo de atraso, por que não apresentou no mínimo o amarelo para ele? No caso, cabia até vermelho. Mas a advertência branda era de lei. Não podia deixar barato. Não deu porque ficou em dúvida ou porque achou que tivesse sido o Braz? Esse foi o senão: a expulsão de um pelo outro.

E, cá entre nós: o Zeca bem que poderia se apresentar e evitar o vermelho do colega.

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