As fotos com Neymar

Antero Greco

17 de agosto de 2016 | 15h41

O Brasil está de novo na final do futebol masculino olímpico. Que bom, que bacana! Quem sabe agora vem o tal do ouro inédito, que parece tirar o sono de muita gente.

A classificação ocorreu na molezinha que foi o duelo com Honduras: 6 a 0, fora o baile. Neymar, que abriu e fechou a conta, mais Gabriel Jesus (2), Marquinhos e Luan estufaram as redes do adversário. A seleção cumpriu a obrigação. Só faltava ser surpreendida por um timeco.

Erros e acertos não me chamam a atenção. Escrevi diversas vezes que, mais do que medalha, queria ver jogadores evoluírem e serem aproveitados no time principal. Wallace, Luan, Gabriel Jesus, por exemplo, são três que devem estar em alta com Tite. A lista está pronto e será conhecida na semana que vem.

Mas o que gostaria de ressaltar, neste breve comentário, é o pós-jogo no Maracanã. Isso mesmo, um episódio assim que o juiz soprou o apito de encerramento. Bola parada e lá vai Palacios pedir a camisa de Neymar. Justo ele, que errou no lance do gol-relâmpago brasileiro, aos 14 segundos, e fez outras lambanças, além de distribuir caneladas.

Para Palacios, a “batalha” foi durante os 90 e tantos minutos. Acabado o jogo, aflorou o lado tiete, o espírito esportivo. E lá foi confraternizar com Neymar. Assim como fizeram diversos jogadores e integrantes da Comissão Técnica hondurenha. Fotos, abraços, cumprimentos, autógrafos até numa bola. E o capitão brasileiro curtiu.

Uma lição para aprendermos: futebol é “guerra” apenas na simbologia, enquanto se disputam pontos. Acabou a partida, acabou o confronto. E viva a paz. A mesma paz que deveria existir entre torcedores.

Não tem a ver com Olimpíada, nem com fairplay. Tem a ver com a vida.

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