Assunção marca, sai e Palmeiras fica só no empate

Antero Greco

17 de outubro de 2010 | 21h31

Está certo que jogadores bons estão aí pra resolver ¬– e sorte de quem os tem. O Palmeiras, porém, abusa de contar com a mira calibrada de Marcos Assunção. O volante tem sido a grande – e em muitos momentos a única – alternativa para gols e vitórias, com sua pontaria em cobranças de falta. Mas nem sempre resolve, como ocorreu na noite deste domingo. Ele marcou, de bola parada, mas não foi o suficiente, e seu time amargou empate de 1 a 1 com o Ceará, na Arena Barueri.

O Palmeiras tem como desculpa a ausência de Kléber e Valdivia, seus pontos de referência no meio e no ataque. Luis Felipe Scolari improvisou com Lincoln e Dinei, dupla que não deu certo. Ainda assim, seu time pressionou o suficiente para conter o Ceará, mas exigiu pouco do goleiro Michel Alves. O primeiro tempo só não foi monótono de vez por causa da cobrança de falta de Assunção, em cima da hora, que morreu no gol e deixou sua equipe com 46 pontos e na briga por vaga na Libertadores.

O gás do Palmeiras acabou bem rapidinho na etapa final. Como ainda tem o segundo jogo com o Universitário Sucre pela frente, pela Copa Sul-Americana, o técnico Felipão não quis arriscar e tirou Assunção. Foi o suficiente para desaparecer o pouco que o time ainda tinha de criatividade. Daí pra frente é que Michel Alves não tomou susto nenhum. Nem poderia, com um rival que tinha Tadeu e Dinei com a missão de fazer gols. O Ceará pôde ficar sossegado, se permitiu ir à frente e chegou ao empate em cobrança de pênalti.

Com os 44 pontos em 30 rodadas, o Palmeiras se fixa como figurante no resto do Brasileiro. Mas tem jogos-chave. Um deles está marcado para domingo, diante do Corinthians. O outro, na penúltima rodada, diante do Fluminense, e o terceiro na semana de encerramento, contra o Cruzeiro. O Palmeiras, mesmo sem querer, pode ser o fiel da balança na definição do campeão brasileiro de 2010.

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