Atlético vinga o Barcelona na surra sobre o Chelsea

Antero Greco

31 de agosto de 2012 | 18h39

Você lembra do bombardeio do Barcelona nos jogos contra o Chelsea, pela semifinal da última Copa dos Campeões? Messi e companheiros atordoaram Cech e brigada britânica, mas foram eliminados após dois confrontos, porque perderam até pênalti. Foi um espanto geral, que culminou com a conquista inédita para o time do milionário russo Abramovich.

Pois bem, o mesmo vareio foi aplicado pelo Atlético de Madri sobre o time azul, na noite desta sexta-feira, no Estádio Louis II, em Mônaco, só que com aproveitamento extraordinário na Supercopa Europeia. Resultado da brincadeira: 4 a 1 para os espanhóis, fora o baile, e uma taça a mais para a galeria local. O Chelsea até agora está procurando entender pelo menos a cor da bola.

O Atlético teve início tão avassalador que, com pouco mais de 20 minutos, estava já em vantagem de 2 a 0, gols de Falcão Garcia, além de bolas na trave. O Chelsea tentava frear a fúria dos rivais, mas não conseguia nem trocar passes com calma. Era pressão total, que desembocou no terceiro gol do atacante colombiano, pouco antes do intervalo.

O técnico italiano Di Matteo tirou Ramires, que esteve muito aquém do habitual, e colocou Oscar, na tentativa de tornar o meio-campo mais ágil e ofensivo. Não adiantou nada. O Chelsea continuou desconjuntado, bateu cabeça em todos os setores e ainda viu Fernando Torres, ex-Atlético, ficou perdido e abandonado no ataque.

Para completar a farra, Miranda, aquele que já jogou no São Paulo, fez o quarto. E dá-lhe Atlético a martelar em cima de um adversário grogue. Para não ficar tão feio, no final o Chelsea diminuiu com Cahill, aos 30 minutos. Pelo menos voltou pra casa dizendo que tomou de quatro, mas não levou de zero, como se dizia nas peladas de rua.

O placar foi incontestável e atípico. O Atlético não é esse fenômeno, embora tenha vingado o Barcelona. Nem o Chelsea é um horror. O resultado entra na conta dos fenômenos que às vezes em jogos desse tipo. Ok, a sova do Chelsea serve de alento para o torcedor do Corinthians, já que os dois times devem encontrar-se na decisão do Mundial de Clubes.

Mas, até dezembro, muita coisa muda. Os britânicos estarão no meio da temporada e os brasileiros, no fim. Isso pode fazer diferença. Não obrigatoriamente, mas é algo a levar em consideração.

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