Audax atrevido destrona o Timão

Antero Greco

23 de abril de 2016 | 21h15

Lembra do duelo de Davi e Golias? Pois é, a gente nasce sabendo dessa história bíblica. E ela se repete a todo instante, na vida. No futebol, então, é corriqueira.

Pois na noite deste sábado, houve nova vitória do pequeno sobre o gigante. Davi desta vez foi representado pelo Audax, enquanto o Golias derrubado foi o Corinthians. O time de Osasco ganhou a vaga para a decisão do Campeonato Paulista na vitória por 4 a 1 nos pênaltis, depois de 2 a 2 no tempo normal.

O Audax foi atrevido durante a fase de classificação do torneio e abusou nos 4 a 1 sobre o São Paulo. Havia expectativa em torno do comportamento no jogo em Itaquera. Pois não decepcionou, não mudou o roteiro e se deu bem. A rapaziada de Fernando Diniz trocou a bola como tem sido característica sua, apertou e soube segurar pressão. Receita simples, básica e eficiente.

Dessa maneira, aguentou investidas iniciais do Corinthians, para aos poucos avançar, testar a sorte e… sair exultante. No primeiro tempo, abriu vantagem com Bruno Paulo, num golaço que deixou os alvinegros com a pulga atrás da orelha.

Tite mudou o time no intervalo, tirou Alan Mineiro e Guilherme, para colocar Romero e Rodriguinho. O Corinthians melhorou, empatou com André, mas levou o segundo, em outra obra-prima, dessa vez de Tchê Tchê. Ainda teve tempo de empatar de novo, com André. Assim, a definição foi para os pênaltis e o Audax carimbou passaporte para final inédita, diante de Santos ou Palmeiras.

A lição óbvia que fica é a de que o futebol permite esse tipo de inversão de expectativas. Não é lei, não está na regra que o grande sempre vencerá. O Corinthians até criou diversas oportunidades para marcar e não soube aproveitá-las. Caiu para um rival que soube se comportar excepcionalmente bem.

O Audax foi impecável e ao Corinthians resta agora a caminhada na Libertadores. Deve avaliar por que falhou nos pênaltis ainda desta vez. Mas absurdo e desleal escrachar o trabalho de Tite por causa disso. Ele continua a ter méritos na reconstrução rápida de um elenco destroçado. E é um dos melhores, senão o melhor, treinador nacional no momento.

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.