Autuori deve parar com esse vai não vai

Antero Greco

08 de julho de 2013 | 16h26

Pode ser que daqui a pouco, depois de publicado este comentário, tudo esteja acertado entre Paulo Autuori, Vasco e São Paulo. Tomara, assim será claro o destino que cada parte deverá tomar daqui em diante. Mas, enquanto a história empacar no estágio atual, fica uma sensação desagradável no ar.

Chato um treinador dar a entender que quer ir embora, que aceita oferta de outro clube e não tomar uma decisão. Desde sexta-feira à tarde, Autuori dá indícios de que tem vontade de arrumar a mochila, limpar o armário em São Januário e ir cantar em outra freguesia. Tem motivos, e sérios, para tanto. A diretoria não consegue colocar salários em dia, as condições de trabalho não são as ideais e os reflexos surgem em campo.

Portanto, nada contra alguém que queira desempenhar a atividade profissional com tranquilidade. E receber em dia é direito de qualquer trabalhador, independentemente de valor de pagamento. Também não sou contra franqueza. Por outro lado, é pouco simpático declarar que está aberto a ouvir ofertas, sobretudo num meio tão cheio de suscetibilidades como é o futebol.

Autuori ostenta rodagem suficiente para optar pelo caminho que lhe parece melhor. Não é novato na profissão, tem conquistas importantes no currículo e, mais do que isso, a consciência de que mercado não lhe falta. Não precisa sentir-se preso ao Vasco, pois a contrapartida não é verdadeira. A gente sabe que um clube, de uma hora pra outra, se cansa do treinador e não pensa duas vezes em dispensá-lo. Relação frágil de mão dupla.

Só não vale ficar mandando recado a todo momento para a cartolagem. Se sabe que a perspectiva não é nada animadora, então pegue o boné, escancare a precariedade e solte a bomba nas mãos de quem tem de desativá-la. E fique sossegado para acertar com outro empregador. Mas que o vai não vai cansa, ah cansa mesmo!

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