Avaí brilha e o São Paulo passa vergonha

Antero Greco

13 de maio de 2011 | 00h33

Juvenal Juvêncio costuma dizer que o São Paulo é um clube “diferennn-txe”, para destacar a maneira peculiar (e altiva) como se comporta, dentro e fora de campo. Nos bastidores, pode até continuar a fugir da média de seus pares, mas nas quatro linhas desanda como qualquer equipe mortal, como aconteceu recentemente na Libertadores com Fluminense, Cruzeiro, Grêmio e Inter, ou como Palmeiras, Botafogo, Flamengo na Copa do Brasil.

Nesta quinta-feira, o tricolor seis vezes campeão do Brasil, três da Libertadores e três do Mundial deu adeus à perseguição ao título inédito da Copa do Brasil, com a derrota por 3 a 1 para o Avaí. O que se viu em Florianópolis foi um show de aplicação, eficiência e dedicação dos donos da casa e um festival de desatenção e erros da equipe paulista.

O São Paulo não soube sequer segurar a vantagem ampliada que obteve, quando fez 1 a 0, com  Casemiro, aos 15 minutos. Como havia vencido em casa por esse placar, só perderia a vaga para a semifinal se fosse derrotado por 3 a 1. Uma tarefa difícil, na teoria, porque o tempo corria contra o Avaí. Na prática, porém, não foi o que aconteceu.

O que se viu foi o Avaí não perder a esperança e crescer pra cima do São Paulo. A perseverança foi premiada no minuto seguinte, com o gol de William. O empate deu injeção de ânimo extraordinária ao time catarinense, que apertou e virou aos 30, com Bruno. Com menos de um minuto da etapa final, fez o terceiro, com Marquinhos Gabriel.

Daí para a frente, o São Paulo desabou, mostrou-se inseguro quanto Paulo Cesar Carpegiani e pouco teve forças para chegar ao segundo (e salvador) gol. Ao contrário, foi o Avaí quem se aproximou do quarto, enquanto seu adversário se perdia até em substituições: Carpegiani cologou Marlos no lugar de Fernandinho, mas não esperou até o fim para tirá-lo e colocar William José em seu lugar.

O São Paulo perdeu, perdeu-se e ainda tem um incêndio para apagar. Rivaldo ficou fulo da vida por não ter entrado e falou para quem quisesse ouvir que a derrota foi uma vergonha para o time e que se sentiu humilhado pelo treinador. Vamos ver o que fará, agora, Juvenal Juvêncio, o presidente “difereeeen-txe”.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.