‘Ave, César’? Não. No Palmeiras é ‘Salve, Assunção!’

Antero Greco

09 de fevereiro de 2012 | 02h16

O Palmeiras não teve vida fácil diante do XV de Piracicaba, na noite desta quarta-feira, no Pacaembu. No fim das contas, venceu por 3 a 2, foi a 14 pontos, assim como o Corinthians, mas assumiu a liderança do Campeonato Paulista nos critérios de desempate. Nada desprezível, embora tenha muita competição pela frente. Mas ficar na ponta sempre é bom.

Felipão tem muitos jogadores do ano passado, o time não é tão diferente assim. No entanto, um aspecto que se repete – e ainda bem para o time – é a eficiência de Marcos Assunção. Quanto mais fica experiente (quase eu escrevia veterano), tanto melhor fica a pontaria. Em filme manjado e visto dezenas de vezes, ele desequilibrou com suas cobranças de falta.

Desta vez, marcou o segundo gol, no início da etapa final, num chute certeiro quase a poucos passos da entrada da área, e colocou a bola na cabeça de Artur, aos 27, também em bola parada, para o gol da vitória, um minuto depois do segundo gol do XV (Hugo). No primeiro tempo, Daniel Carvalho fez 1 a 0 e Ricardinho empatou.

Há quem veja pobreza de repertório do Palmeiras ao depender tanto de Marcos Assunção. Ok, para um time que pretenda brigar por títulos é importante, e necessário, ter alternativas. Mas, antes ter um jogador com o índice de eficiência de Marcos Assunção do que ter vários jogadores que tentam cobrar faltas, escanteios e fazer lançamentos e só conseguem lambança.

Ora, um sujeito desses é tão fundamental quanto um goleiro que pega tudo, uma zaga que não deixa passar nada, um meio-campo talentoso, um ataque mortífero. Uma dessas qualidades, pelo menos, o Palmeiras tem. E vê se a torcida acha ruim. Salve, Assunção! Ou Assunção salva. Sei lá…

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