Barueri viu a afirmação de um jogador de caráter: o palmeirense Deola

Antero Greco

28 de novembro de 2010 | 21h09

A torcida do Palmeiras pode orgulhar-se de ver mantida a tradição de seu time ter grandes goleiros. A atuação de Deola contra o Fluminense mostrou que Marcos já tem um sucessor. O rapaz pegou tudo e evitou derrota por goleada, na tarde deste domingo. Impediu que sua equipe fosse humilhada, espezinhada. Teve coragem de ser honesto. Seu desempenho revelou, acima de tudo, um jogador de caráter, um profissional que honrou a camisa gloriosa de um clube quase centenário.

Deola ignorou a pressão insana dos radicais que se dizem palmeirenses e que ameaçaram os jogadores para que facilitassem a vida do tricolor na corrida pelo título. Ele teve comportamento de quem ama a profissão e de quem respeita a camisa que veste. Foi quase impecável; só deu um cochilo no lance do segundo gol do Flu. Deveria sair de campo aplaudido de pé. No entanto, o egoísmo, a ignorância, a cegueira de alguns o levaram a ser vaiado. Os copinhos que atiraram em sua direção são um troféu, atestado de bons antecedentes.

Depois que passar a onda provocada pela ira estúpida, Deola terá sua atitude reconhecida, provavelmente até por aqueles que o vaiaram neste domingo. Bem-aventurado o clube que tem um jovem com caráter, com altivez. Eis um jogador que comprovou estar pronto para entrar na extraordinária galeria dos números 1 palestrinos, que tem Oberdan Catani, Valdir de Moraes, Picasso, Leão, Velloso, Zetti, Marcos dentre outros. A Arena Barueri viu o surgimento de mais um ídolo. O tempo comprovará.

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