Boca avança. Uma final com o SP. Por que não?

Antero Greco

19 de maio de 2016 | 22h52

Olha o Boca aí, gente.

O danado do time argentino, bicho-papão na Libertadores nestes anos 2000, chega de novo à semifinal. Fazia quatro anos que não avançava até esta fase; a última foi em 2012, quando disputou o título com o Corinthians e finalmente perdeu.  Perdeu para um brasileiro, depois de ter deixado para trás, em anos anteriores, Palmeiras (duas vezes), Santos e Grêmio.

O Boca carimbou passaporte para o penúltimo degrau da competição nos pênaltis, depois de empate por 1 a 1 com o Nacional, na noite desta quinta-feira, em casa. Foi no sufoco, com La Bombonera cheia – pra variar -, e na raça. Os uruguaios abriram vantagem, em gol contra de Díaz, aos 21 da etapa inicial. O empate veio com Pavón aos 27 do segundo tempo. O moço ficou tão doido com o gol que tirou a camisa, levou segundo amarelo e foi pro chuveiro.

O empate de 1 a 1 foi igual ao do duelo anterior, em Montevidéu. Daí a necessidade dos pênaltis, nos quais o Boca fez 4 a 3.

Não é o melhor Boca dos últimos tempos, mesmo que tenha no elenco o talento extraordinário de Carlitos Tevez. Está abaixo, por exemplo, daquele que em 200 e em 2001 passou pelo Palmeiras, uma vez na decisão e outra na semifinal. Mesmo assim é forte, equilibrado, compacto. Time que sabe o que cor, “copeiro”, encardido.

Não duvido nada que chegue de novo à finalíssima. Como não duvido, agora, que o adversário possa ser o São Paulo.

 

 

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