Botafogo tem tarde de Jobson

Antero Greco

11 de fevereiro de 2015 | 22h21

Quarta-feira é dia de futebol pra todos os gostos. O festival de bola a rolar começa bem cedo, com partidas dos Estaduais, de campeonatos e Copas internacionais. Pra quem ainda assim achar pouco tem umas reprises bacaninhas, para preencher as grades das tevês.

Pois bem. Hoje, resolvi parar no jogo que Bangu e Botafogo fizeram agora há pouco em Xerém, no simpático estádio Los Larios. Estava curioso para ver em ação a equipe que Renê Simões monta para a disputa da Série B do Brasileiro, a partir de maio.

Jogo mais ou menos – quente, mesmo, só a temperatura local (36 graus, segundo informavam os colegas que estavam lá, na transmissão). Pra agitar, teve a falta doida, fora da área, cometida pelo goleiro Márcio sobre Rodrigo Pimpão, que lhe valeu o cartão vermelho.  Isso aos 13 minutos.

Pimpão depois saiu de campo, para a entrada de Jobson. Sim, aquele rapaz que aparece mais por topadas que dá pela vida. Jobson curtia banco, mas entrou para roubar a cena, e conseguiu. No primeiro lance de que participou, serviu Bill para abrir o placar. Em seguida, infernizou a defesa do Bangu, com várias jogadas de velocidade, pelo lado direito do ataque.

Pode não ter ajudado na marcação, o que se tornou irrelevante pela movimentação na frente. Foi assim o tempo todo, até ser premiado com o terceiro e último gol da vitória por 3 a 0. (Ele e Bill tocaram na bola praticamente juntos, mas o juiz deu gol para Jobson.)

Fiquei feliz de ver Jobson com vontade. O moço (no domingo completa 27 anos) é bom de bola, teve incontáveis oportunidades em diversos clubes – até no exterior – e vive a dar cabeçadas. Tomara persista desta vez. Muito melhor vê-lo com destaque no noticiário esportivo do que no policial. E que assim seja daqui em diante.

Como?! Você me pergunta do Botafogo? Time mediano, com longo caminho a percorrer para dar a volta por cima e retornar à elite no ano que vem.