Brasil enfim tem estreia de Pato e Neymar. Falta o Ganso

Antero Greco

14 de julho de 2011 | 00h06

Sabe o que teve de bom nos 4 a 2 do Brasil sobre o Equador? A estreia de Neymar e Pato. Os dois jovens atacantes pareciam aqueles ‘escondidinhos de frango’ nas partidas anteriores, nos empates com Venezuela e Paraguai. Na noite desta quarta-feira, porém, deram o ar da graça e marcaram dois cada um e garantiram o time em primeiro lugar no Grupo B. Isso significa que no domingo, 16 horas, haverá de novo o Paraguai pela frente.

Até quase a primeira meia hora do jogo fiquei com a impressão de que veria filme repetido, pois a seleção tinha dificuldade para passar pela marcação equatoriana. Apesar disso, apresentava sinais de reação, com boas descidas de Maicon pela direita. A entrada do lateral da Inter, no lugar de Daniel Alves, tinha sido uma das alterações de Mano. A outra foi o retorno de Robinho, com Jadson de volta ao banco.

Foi Pato quem quebrou a monotonia. O atacante do Milan apareceu livre, na área, aos 28 minutos, e desviou de cabeça cruzamento de André Santos. Alívio imediato, por pouco não veio o segundo gol em chute de Robinho na trave. Só que houve susto, no gol de empate, com Caicedo, em falha de Julio Cesar.

Pânico? Até que não. Neymar no começo do segundo tempo colocou o Brasil novamente à frente, em jogada com Ganso. Mas lá veio Caicedo para complicar, outra vez, e empatou de novo. Antes que batesse desespero, Pato fez o terceiro e Neymar marcou o quarto, ao aproveitar assistência de Maicon pela direita. O Equador não teve forças para incomodar mais do que havia feito.

Muito boa a participação dos autores dos gols, embora tenha visto o Maicon como o melhor do jogo, pela velocidade nas arrancadas para o ataque, pela precisão em passes e até pela coragem em arriscar chutes a gol. Houve alguns poréns. O sistema defensivo falhou além do habitual, como já ocorrera nos 2 a 2 com o Paraguai.

Ramires foi indeciso como meia e Ganso se manteve tímido, retraído, apagado. Longe, muito longe do maestro que é no Santos. Mostra categoria em alguns toques, só que se apresenta para o jogo aquém do esperado. Quem sabe não ‘estreia’ no domingo? É o que esperamos. Tudo somado nota-se evolução na seleção; lenta, mas está aí.

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