Brasil x Argentina sempre é diferente

Antero Greco

11 Novembro 2015 | 19h51

Brasil x Argentina é jogo diferente, sempre foi, sempre será. É dos clássicos mais importantes, se não o principal, do futebol mundial. Muito legal quando se encontram as duas escolas que mais forneceram craques na história do jogo de bola. Forneceram, não, fornecem, e aí estão Neymar e Messi, companheiros de Barcelona, para confirma a regra.

Melhor ainda quando o duelo entre brasileiros e argentinos vale pontos numa competição. Por isso, a partida desta quinta-feira à noite, em Buenos Aires, entra para a lista daquelas que não se pode perder. Por uma dessas coincidências, ambas não estão lá grande coisa, por não terem largado bem a corrida por vagas para o Mundial de 2018 na Rússia.

O Brasil perdeu para o Chile (0 a 2), na estreia, e reagiu ao bater a Venezuela (3 a 1), na segunda rodada, em Fortaleza. A Argentina tropeçou em casa diante do Equador (0 a 2) e empatou fora com o Paraguai (0 a 0). Teoricamente, os vice-campeões do mundo entram em campo mais pressionados do que a seleção de Dunga.

Meia-verdade. A cobrança cabe para os dois lados, e quem perder terá enorme dor de cabeça. Mas, pelas circunstâncias, se o Brasil tiver estratégia inteligente pode aproveitar-se da ansiedade dos “hermanos”. A seleção deve passar o peso da vitória para o lado de lá e apostar também no tempo como aliado.

De que forma isso será possível? Com sistema compacto no meio-campo e saída rápida para o ataque. Dunga já se deu bem em diversas ocasiões com essa artimanha, sobretudo diante dos argentinos. Pode repeti-la agora. Daí, também, o mistério nos treinos e dúvidas em torno da escalação que deixa no ar. Arriscaria dizer que começa com formação mais conservadora. Depois, a depender do que aconteça, muda o cenário.

Uma possibilidade, então, é a de largar com Allison; Daniel Alvez, David Luiz e Filipe Luiz; Luiz Gustavo, Elias, Willian, Douglas Costa, Oscar; Neymar na frente como o gerente. Ou Neymar com Ricardo Oliveira, com Oscar no banco. Surpresa das surpresas será Kaká desde o início, se considerar imprescindível ter alguém bem experiente.

O Brasil costuma crescer contra a Argentina, independentemente de quem esteja no comando. A rivalidade é grande estimulador para os jogadores. A conferir.