Buffon, Juve e outro título a caminho

Antero Greco

24 de abril de 2016 | 20h52

Bordão do futebol é falar que grande time começa com grande goleiro. Pode ser surrado, mas funciona. Taí Gianluigi Buffon para confirmar. O moço é titular da Juventus (e da seleção da Itália) há mais de uma década e continua com uma forma de dar inveja. O tempo não consegue enferrujá-lo.

Neste domingo mostrou que os reflexos se mantêm firmes e ajudou a equipe dele a ficar a milímetros do quinto título consecutivo, ao pegar pênalti chutado por Kalinic. Isso aos 46 do segundo tempo, na vitória por 2 a 1 sobre a Fiorentina, fora de casa.

Com esse resultado, a Juve foi a 85 e com mais três rodadas para disputar. Pode festejar nesta segunda-feira, desde que o Napoli, vice-líder com 73, não ganhe da Roma, terceira colocada com 68. O jogo será no Estádio Olímpico.

Mas, mesmo que os napolitanos vençam, só uma conjunção de desastres para arrancar o scudetto. Nas últimas rodadas, a Juventus só pega babas: Carpi, Verona e Sampdoria.

A Juventus é um fenômeno, quando o assunto é Série A italiana. Impressiona como manda no futebol doméstico: são 31 conquistas oficiais, fora outras duas revogadas no tapetão (que a torcida não aceita). Inter e Milan, outros integrantes do trio de ferro local, têm 18 títulos cada um. A soma deles ultrapassa um pouco a Juventus sozinha.

A trajetória na temporada 2015-16 é extraordinária. Até a 10.ª rodada, a Juve colecionava quatro derrotas, três empates e três vitórias. Retrospecto decepcionante e reflexo da perda de jogadores como Pirlo, Tevez e Vidal. O ano pintava sem graça.

Daí, meu amigo, se arrumou, tomou gosto por vencer, emendou 15 vitórias em seguida. Fez pausa no 0 a 0 com o Bologna, e retomou, com outras nove vitórias enfileiradas. Para ficar na linguagem do turfe, chega com vários corpos de vantagem sobre os demais concorrentes.

A Velha Senhora é encantadora.

 

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.