Cabeça e pés pesados no São Paulo

Antero Greco

18 de agosto de 2013 | 20h20

A cabeça e os pés dos jogadores do São Paulo pesam toneladas. O medo pela possibilidade de ver o time rebaixado faz com que eles emperrem, fiquem inseguros, errem passes, finalizações, cruzamentos, dribles. E também pênaltis.

Dias atrás, foi Rogério Ceni quem desperdiçou chance de dar a vitória a um grupo intranquilo. Neste domingo, Jadson deu um bico na possibilidade de vencer o clássico com o Flamengo, disputado no Mané Garrincha, em Brasília. O meia mandou nas mãos de Felipe a cobrança que caiu de presente aos 40 e tantos minutos do segundo tempo. E o jogo ficou no 0 a 0 mesmo.

Pênalti que, por sinal, não aconteceu. Na minha visão e não na do árbitro Ricardo Ribeiro, que no final das contas é a que vale. Ele viu falta de Luís Antonio sobre Lucas Evangelista em jogada na área. Os protestos dos rubro-negros não adiantou nada. Por sorte, Jadson errou.

E errou porque os tricolores estão nervosos, porque sentem a responsabilidade pela longa fase ruim, com uma vitória (sobre o Benfica) em 19 apresentações. Péssimo retrospecto, que se torna mais constrangedora no Brasileiro, em que não vence desde a terceira rodada. Aproveitamento que o mantém bem próximo da rabeira da competição.

Houve melhora, é preciso registrar, por justiça. A defesa se mostrou menos vulnerável. Em compensação, o meio-campo cria pouco, embora tenha marcado mais. O ataque não deslancha. Autuori começou com Osvaldo e Aloísio, depois foi de Lucas Evangelista e Ademilson, sem grande alteração de desempenho. A equipe ainda assim criou algumas oportunidades de gols, porém poucas para quem tem de sair do sufoco.

O Flamengo esteve melhor no primeiro tempo. Perdeu ritmo e fôlego no segundo. Ainda peca pela instabilidade, que não a faz arrancar de vez para ficar em situação melhor na Série A. Tem limitações, que Mano Menezes estuda, observa e tenta corrigir. Mas falta muito.

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