Caiu na rede é… secretário de Esporte

Antero Greco

17 de novembro de 2015 | 15h12

Calma lá: não se trata, aqui, de defender  Ricardo Leyser, mesmo porque não deixará saudades. Ele foi exonerado da Secretaria Executiva do Ministério do Esporte na reta final de preparação para os Jogos Olímpicos no Brasil. Estava no ministério desde 2003 e não conseguiu impedir tudo o que se viu nos últimos anos, com a atuação de dirigentes e ministros incompetentes.

O Ministério dos Esportes não controla o Comitê Olímpico Brasileiro nem as Confederações. O mundo esportivo brasileiro é um picadeiro, no qual os atletas fazem o papel de palhaços. Sem contar a onda de construções feitas sem necessidade, como o velódromo erguido para o Pan de 2007, derrubado em seguida, transportado para para Pinhais, no Paraná, onde enferruja à luz do dia. Enquanto isso, outro está quase pronto no Rio olímpico, ao custo de 146 milhões.

O Ministério não cumpre sua função. E Layser era um funcionário que não impediu as falhas que ocorreram à sua frente. Veio a exoneração, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira. Mas também não era o caso de ser substituído por Marcos Jorge Lima, do PRB, o mesmo do ministro George Hilton, titular da pasta de Esporte.

Ou era o caso?

Bem, o futebol tem rede, o vôlei tem rede, o futsal tem rede… que mais tem rede? O badminton tem rede, o handebol… O basquete tem uma redinha no aro.

É… faz sentido. Até recentemente o novo secretário executivo do ministério do esporte ocupava o cargo de superintendente federal de pesca, em Roraima. Pesca… tem rede.

(Com Roberto Salim.)

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