Corinthians continua todo poderoso em casa

Antero Greco

25 de junho de 2016 | 23h20

O Corinthians continua todo-poderoso em casa. Raramente vacila como mandante – cinco vitórias e um empate no Brasileiro. Não foi diferente na noite deste sábado, com os 2 a 1 pra cima do Santa Cruz. Primeira vitória sob o comando de Cristóvão Borges e a volta para o bloco de cima. Pelo menos até este domingo.

O resultado poderia ter sido mais tranquilo. No primeiro tempo, o Corinthians mandou na partida, tocou fácil, fez o que quis, marcou os dois gols e ensaiou diferença maior. Luciano e Romero se encarregaram de abrir a vantagem. No segundo, o Santa tentou a reação, na raça, e conseguiu, mas com colaboração imensa de Cássio. O goleiro trocou passes com Balbuena, na entrada da área, controlou mal a bola e ela sobrou para Grafite empurrar para o gol, livre, sem marcação. O veterano atacante tem 8 e lidera a artilharia.

Falhas acontecem, ora bolas. Já vi lambanças iguais ou piores do que essa do Cássio. O problema é que a fase não anda serena pra ele. Já tinha perdido a posição, ainda com Tite, e só voltou porque Walter se machucou. Precisa de um banho de sal grosso, para tirar a zica. No meio da semana, já tinha vacilado no lance decisivo do jogo com o Atlético-MG. Mas, como a falha maior foi do zagueiro Pedro Henrique, até que passou batido. A propósito, bacana a decisão de Cristóvão confirmar o garoto como titular. E ele foi bem no jogo.

O gol deixou o Corinthians um pouco desnorteado, animou o Santa, que teve chance do empate. Não passou de susto.

Cristóvão tem a base herdada de Tite – e não poderia ser diferente, pois acabou de chegar e o elenco não lhe dá muita variedade. Mesmo assim, começou a fazer experiências. A mais notável foi a de optar por Romero em vez de Guilherme (que entrou no segundo tempo). O paraguaio tentou movimentar-se pelos lados, fez o gol, participou bastante, embora oscile. Rodriguinho foi mantido como substituto de Elias.

O Corinthians teve mais velocidade, porém em alguns momentos ficou atrapalhado, sobretudo na construção de jogadas e na cobertura da defesa. Falhas que podem sumir com o tempo, e com treinos.

Já o Santinha… bem, a empolgação inicial murchou, as derrotas se acumulam e a zona de rebaixamento é ameaça real.

 

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