Corinthians ensaia estilo ofensivo e… apaga

Antero Greco

22 de maio de 2016 | 18h27

O Corinthians ensaiou estilo ofensivo e leve, no jogo com o Vitória, no Barradão. No primeiro tempo, Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Guilherme, ajudados pelos laterais Fagner e Uendel, deram trabalho para o sistema defensivo baiano. Não foi à toa que os paulistas terminaram em vantagem por 2 a 1.

No segundo, a história mudou. O Corinthians murchou, cedeu empate e viu a virada do Vitória, com gols de Marinho e Kieza, sofreu a primeira derrota e continua sem vencer na Série A. (Na semana passada, ficou no 0 a 0 com o Grêmio em Itaquera.) Pior do que o resultado foi o esquema agressivo ruir e expor a defesa aos contragolpes.

A partida foi bem interessante, movimentada, agradável. Iniciativa de lado a lado, com o Corinthians ligeiramente melhor no início. Guilherme era o armador das principais jogadas e participou da criação do gol de abertura, com Uendel aos 25 minutos, ao concluir uma boa trama, de bola de pé em pé.

O empate veio logo depois, com Leandro Domingues, aos 29. Mas ainda houve tempo para Fagner fazer o segundo, também num lance bem organizado. Placar aberto, com as duas equipes em busca da vitória.

Na etapa final, o Corinthians diminuiu o ritmo, tentou atrair o vitória e seu deu mal: Marinho empatou aos 11, ao pegar rebote na entrada da área (sem tocar no braço). Aos 19, Kieza recebeu no meio do campo, entre quatro corintianos a assistir a arrancada do rapaz. Ele saiu na cara de Walter e fez o terceiro.

Tite mexeu no time, desmontou o desenho inicial e colocou Romero, Luciano, Malorne nos lugares de Giovanni Augusto, Marquinhos, Elias. Não adiantou grande coisa. O Corinthians foi à frente, na base de muito esforço e de pouca qualidade. Teve uma oportunidade, que parou em Fernando Miguel.

O Vitória sabe que retornou para, em princípio, ter papel de coadjuvante. Mas o Corinthians, campeão do ano passado, sofrerá solavancos, até que tenha definição de elenco (tem gente que pode ir embora) e de sistema tático. Insistirá Tite eternamente no 4-1-4-1? A conferir.

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