Corinthians ressurge de vez. E o Fla…? Lástima

Antero Greco

12 de julho de 2015 | 18h27

Não vou falar neste comentário a respeito do “acordo de cavalheiros” que tirou Sheik e Guerrero do clássico no Maracanã. Já me manifestei a respeito e o considerei absurdo. Problema foi de quem propôs e de quem aceitou. Agora, festeja quem pode, chora quem quer.

Interessa o que Flamengo e Corinthians mostraram na tarde deste domingo, no Rio, num clássico de multidões acompanhado por menos de 30 mil pagantes…

E o que se viu foi um rubro-negro desnorteado, sem atrevimento, que raramente incomodou o adversário. E um alvinegro que soube marcar e sobretudo foi preciso nas oportunidades que surgiram. Resultado dessa equação? 3 a 0 para o Corinthians, que sobe. E o Fla…. desce.

O placar mostraria um Corinthians com desempenho perfeito? Não, ainda lhe falta muito. Porém, comportou-se bem, com consciência e calma. Recobrou o equilíbrio que, na história recente, lhe rendeu diversos títulos. Abusou até nos gols, já que normalmente fica na base do 1 ou 2 por jogo, mas evoluiu em relação ao início do campeonato.

Tite conseguiu reestruturar o meio-campo, em geral o ponto forte da equipe, que funcionou bem novamente com Bruno Henrique no primeiro combate, enquanto Jadson, Elias, Renato Augusto e Malcom fechavam espaços e ia à frente; mais Vagner Love (apagado) na frente.  Fagner e Uendel desceram com frequência. Fórmula simples, sem mistério e prática.

O Flamengo… bem, o Flamengo teve posse de bola, trocou passes só pra engordar estatísticas, pois chances de gol, pra valer, foram duas com  muito boa vontade. Cristóvão Borges colocou um monte de jogadores a marcar no meio sem conseguir para o Corinthians e, pior, sem criar. Caceres, Canteros, Everton, Cirino não criaram nada. No único lance melhor, com Jonas, o bandeirinha errou ao dar impedimento. Dose…

Não poderia ser presa mais fácil. E foi o que ocorreu. Com jogadas cirúrgicas, fez 2 a 0 no primeiro tempo (Elias e Uendel) e fechou a conta no segundo com Jadson, artilheiro da equipe.

O Flamengo vive fase horrível e, antes da virada de turno, já abre mão da disputa por título e começa a viver a rotina das últimas temporadas: a briga para sair da “confusão”, como dizia Luxemburgo no ano passado. É muito pouco, é decepcionante. Tão desanimador quanto o público que esteve no estádio. Mas é a realidade do momento rubro-negro.

 

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