Cruzeiro na reação e o Flu faz ensaio ruim

Antero Greco

18 de outubro de 2015 | 14h34

Consideremos que o clássico entre Cruzeiro e Fluminense, no final da manhã deste domingo, no Mineirão, teve objetivos distintos. Para o bicampeão brasileiro, tratava-se de nova oportunidade para espantar de vez a zica que o acompanha na competição. Para o tricolor carioca, um ensaio forte para os jogos que terá com o Palmeiras pelas semifinais da Copa do Brasil.

Se olharmos dessa forma, a constatação é óbvia: o Cruzeiro alcançou a meta, com a vitória por 2 a 0, sem contestação. Foi a 41 pontos, respira aliviado (bom lembrar que flertou sério com a parte de baixo da classificação) e deve terminar o ano em posição intermediária. Frustrante, para quem esteve no topo nas últimas temporadas; reconfortante para quem viu a zona do descenso de perto.

Já para o Flu ficou gosto amargo – não pelo placar, que nem sempre reflete o que se passou em campo. Mas por aquilo que jogou, ou que deixou de jogar. Eduardo Baptista recorreu ao que tem de melhor no momento, como ajuste geral para pegar o Palestra e o time negou fogo.

Esteve o tempo todo aquém do Cruzeiro, não incomodou, errou muito no meio e teve ataque nulo – Marcos Júnior pouco apareceu (foi substituído por Vinicius no intervalo) e Fred pegou na bola uma ou outra vez, para ser vaiado pelo público. Desempenho preocupante, com um consolo, por assim dizer: o Palmeiras também tem oscilado demais.

O Cruzeiro construiu os 2 a 0 com naturalidade e, para tanto, de novo contou com o talento de Willian, o melhor em campo e autor dos gols, aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 2 do segundo. O terceiro só não veio porque Leandro Damião, que entrou aos 42, desperdiçou oportunidade absurda, aos 47, ao tocar para fora com o gol aberto. Acontece, mas é chato…

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