Cruzeiro reage e sobra no Mineirão

Antero Greco

06 de setembro de 2015 | 14h15

Fazia tempo que a torcida do Cruzeiro não tinha motivos para festejar, como ocorreu no final da manhã deste domingo. Também pudera, ela até havia esquecido quando tinha sido a última vez em que o time lavara a alma, com uma vitória sem nenhum (ou quase) reparo a ser feito. O placar de 5 a 1 sobre o Figueirense fez lembrar os melhores momentos das campanhas do bicampeonato nacional e permite uma respirada e tanto para escapar da zona de descenso.

O Cruzeiro foi avassalador, e não lhe restava alternativa. Ou iniciava a reação imediatamente – e por coincidência na estreia de Mano Menezes – ou entrava em parafuso de vez. Prevaleceu a primeira hipótese, desde o pontapé inicial. Não foi por acaso que, com apenas 3 minutos, abriu o marcador, com chute bem colocado de Willian, o nome do jogo. Com um detalhe: ela aparou a bola no braço, antes de mandar pras redes. Outro detalhe: o juiz estava ao lado dele.

A vantagem relâmpago deu ânimo do Cruzeiro, que acelerou, trocou passes, não permitiu ao Figueira sequer respirar. Resultado: o segundo gol, aos 28 minutos, e de novo com Willian. E, novo detalhe: com boa trama do meio-campo. Ou seja, em meia hora, apresentou futebol melhor do que na maioria das 22 rodadas anteriores.

O ritmo manteve-se intenso no segundo tempo. Com a defesa mais protegida, e com Willians, Allano e Vinicius Araújo com boa movimentação, o Cruzeiro encurralou a equipe catarinense e veio o terceiro, com naturalidade. Dessa vez, com Vinicius Araújo mesmo.

Pausa para o gol de Marquinhos Pedroso, aos 20, para dar alguma esperança ao Figueirense. Ilusão, pois Willian fechou a conta com mais dois, aos 27 e aos 29. A conta poderia até ter aumentado, mas dali em diante foi tudo festa para a turma da casa.

O Cruzeiro retomou a trajetória das duas temporadas anteriores? Tomara, embora não se possa cravar ressurgimento completo por um jogo muito bom. O importante, para time e treinador, foi vencer com autoridade, com sobras. Isso afaga o ego, levanta a moral e permite para Mano ajustar a tropa para o que falta de campeonato. E o Figueirense começa a aproximar-se da área do perigo…

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.