Cruzeiro vivo e na briga; o Leão ferido

Antero Greco

15 Novembro 2015 | 20h42

A reação do Cruzeiro no Brasileiro é indiscutível. Depois de passar mais da metade da competição só como figurante, já faz um bom tempo que se aprumou, sob o comando de Mano Menezes. Tanto que, com mais três jogos para disputar, alimenta o sonho de ir para a Libertadores, como quarto ou eventualmente como quinta colocado. Difícil, mas não custa imaginar grande.

A pretensão do bicampeão brasileiro, agora com 51 pontos, aumentou na tarde deste domingo, com os 3 a 0 sobre o Sport no Mineirão. Resultado precioso, porque veio sobre um concorrente às mesmas vagas. O Leão pernambucano tem 52 pontos e acumula sequência de bons resultados desde a chegada de Paulo Roberto Falcão.

O jogo foi interessante e equilibrado, no primeiro tempo e até o Cruzeiro abrir o placar, com Willians, em cobrança de pênalti aos 13 minutos. Para variar, a jogada foi discutível: após cobrança de escanteio, Manuel cabeceou e a bola bateu no braço de Ronaldo. O árbitro Marielson Silva interpretou como pênalti. Na minha opinião, exagero, equívoco que tem dado pano pra manga nesta temporada.

Dali em diante, o Cruzeiro cresceu, pressionou, apertou, disparou na frente, com outros dois gols: Durval (contra) aos 15 e Marcos Vinicius aos 20, numa linda arrancada. O Cruzeiro só não ganhou por diferença maior por causa de defesas difíceis de Danilo Fernandes, um dos melhores goleiros do Brasileiro.

Cruzeiro e Sport têm chances, mas concorrem com adversários de peso: Santos (54), Inter e São Paulo (53). O Cruzeiro ainda tem Palmeiras (F), Joinville (C ) e Inter (F). O Sport joga com Atlético-PR e Corinthians em Recife e fecha com a Ponte (50 e também na briga), em Campinas.