Combate ao doping e discrição

Antero Greco

13 de março de 2016 | 02h16

Recentemente foi criada a Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem. Operação que envolveu milhões de reais na montagem de entidade que ajudasse na luta contra o doping no País.

Com investimento alto, a ABCD tem de mostrar eficiência. Até aí tudo certo.

O problema é que, para mostrar força, a ABCD queima etapas, abrevia caminhos. Por exemplo, o doping da fundista Sueli Pereira da Silva – melhor brasileira na corrida de São Silvestre  -foi divulgado em primeiro lugar na conta de Facebook do responsável pela própria ABCD, Marco Aurélio Klein.

Agora, no caso da velocista Ana Cláudia Lemos, mais uma vez os procedimentos normais foram atropelados e o caso veio a público antes do pedido de contraprova. Parcialmemente, a notícia vazou em entrevista de Klein, que falou a respeito de escândalo que aconteceria com atleta do alto nível nacional.

Em seguida, a notícia chegou ao Comitê Olímpico Brasileiro, que a repassou para os jornalistas de uma tevê. Novo vazamento … e divulgaram a substância usada pela atleta: oxandrolona.

Combater o doping é a missão de médicos e dirigentes, de técnicos e dos próprios atletas.  Missão da sociedade e de quem acompanha o Esporte.

Mas é necessário ter prudência e, por que não?, discrição, para não expor demais atletas ainda não julgados.

(Com base em crônica de Roberto Salim.)

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