Consolação para o Botafogo é a Copa do Brasil

Antero Greco

17 de abril de 2011 | 23h56

Escrevi no sábado, no blog, uma frase antiga (“Tem coisas que só acontecem com o Botafogo”) e teve gente que não gostou. Infelizmente, ela voltou a confirmar-se. O alvinegro despediu-se da briga pelo bicampeonato carioca ao ficar apenas em terceiro lugar em sua chave, na Taça Rio, a segunda metade do campeonato estadual. Não adiantou nada bater o América por 3 a 1, porque o Olaria ficou com a vaga, ao empatar com o Vasco por 2 a 2.

Seria cara de pau de afirmar aqui que o Vasco facilitou a vida do Olaria, seu adversário na semifinal, já que o outro duelo será entre Flamengo e Fluminense. Mas o próprio técnico Ricardo Gomes admitiu que o time tirou um pouco o pé do acelerador e deu como explicação o “desgaste” por causa de acúmulo de jogos entre o Estadual e a Copa do Brasil. Não usou o termo, mas é sempre a tal da “maratona” que explica qualquer coisa no nosso futebol.

A vida do Botafogo, na verdade, não se complicou por causa dos 2 a 2 do Vasco (que ainda reagiu, depois de estar em desvantagem de 2 a 0). No fundo, foi ele mesmo quem se complicou, ao ganhar os três primeiros jogos desta fase e depois emperrar, com duas derrotas e dois empates. É complicado chegar à última rodada dependendo dos rivais. O risco de decepção é grande, como de fato aconteceu.

O Botafogo não pretende disputar a Taça Carlos Alberto Torres, um torneio de consolação criado para animar as equipes que ficaram em terceiro e em quarto lugares. A diretoria cogita a possibilidade de cair fora dessa e concentrar-se na Copa do Brasil. No meio da semana, haverá o segundo duelo com o Avaí, desta vez em Florianópolis. No jogo de ida, no Rio, deu empate por 2 a 2. Ou o Bota vence ou trata de fazer pelo menos 3 a 3, para não correr risco.

Será que vem mais sofrimento por aí? O técnico Caio Júnior confia. Será que o torcedor também?

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