Corinthians, a base é a mesma, mas o futebol…

Antero Greco

17 de outubro de 2013 | 02h11

Quase um ano atrás, o Corinthians conquistava o Mundial de Clubes no Japão. Quem há de esquecer a vitória por 1 a 0 sobre o Chelsea? Os heróis daquela jornada foram, quase todos, mantidos para a temporada de 2013. E até começaram bem o ano com o título Paulista. Dali em diante, o brilho passou a diminuir, primeiro na Libertadores e agora no Brasileiro.

Mas, para Tite, a fase ruim do Corinthians se justifica pelas enormes mudanças que ocorreram nos últimos meses. Pelo menos essa foi uma das explicações após a derrota por 1 a 0 para o Grêmio, na noite desta quarta-feira, em Porto Alegre. O treinador alegou que a equipe passou por grande transformação e que levará um tempo para reencontrar-se.

Discordo de Tite. O Corinthians mudou – muito, e pra pior – no desempenho de seus jogadores. Nos nomes, porém, não foram tantas baixas assim. Contra os ingleses, jogaram Cássio, Alessandro, Chicão, Paulo André e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Jorge Henrique, Danilo, Emerson; Guerrero mais à frente. Era basicamente também o time da Libertadores de 2012.

Hoje, com ausências por contusão ou por variação tática, não estão de fato apenas três: Chicão, liberado para o Flamengo; Paulinho, vendido para o Tottenham; e Jorge Henrique, dispensado por indisciplina e que encontrou espaço no Internacional. No mais, é a turma que escreveu páginas bonitas na história do clube. Não está aí a origem dos males corintianos.

A questão é que vários desses notáveis baixaram tremendamente o nível de atuação. Danilo, Emerson, Romarinho (que também entrava sempre na equipe e no momento é titular), até mesmo Paulo André, Alessandro, Fábio Santos não repetem com constância o futebol de antes. Fora eles, há Pato que nunca se firmou, Douglas em gangorra, Ibson e Maldonado que não explicaram a que vieram. Gil é exceção – e joga mais até do que o ex-capitão Chicão.

O Corinthians precisa de reciclagem, o que é normal em qualquer time. E ela ocorrerá na Primeira Divisão mesmo. Porque tem fôlego para fugir do rebaixamento, e porque há concorrentes piores. Se é que isso serve de consolo.

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