Corinthians ainda de ressaca da Flórida

Antero Greco

18 Janeiro 2018 | 00h09

Fábio Carille fez o certo: na rodada inaugural do Paulistão, colocou em campo o Corinthians que mais deve aproximar-se do titular. O resultado não foi animador: derrota por 1 a 0 para a Ponte Preta, no Pacaembu. A largada em 2018 não foi entusiasmante.

A noite quente em São Paulo não ajudou o campeão estadual e brasileiro. Ainda meio sonado, depois da semana passada na Flórida, teve dificuldade diante de uma Ponte firme na marcação. Carille optou pelo retorno do 4-1-4-1, que não empolgou.

Não foi apresentação abaixo da crítica; nada disso. Apenas o Corinthians não teve desempenho que se espera de um grupo parecido com o do ano passado e que teve duas grandes conquistas. Por mais que se dê desconto por viagem, início de trabalho, etc, etc, claro que o torcedor “mal-acostumado” sempre deseja divertir-se – com vitória.

No primeiro tempo, houve movimentação interessante dos dois lados, com bola na trave a favor dos corintianos e expulsão do ponte-pretano Felipe Cardoso, por acúmulo de amarelos (o segundo um pé no peito de Cássio!).

Os alvinegros da capital tiveram escalação muito parecida com aquela que terminou 2017. Claro, com três mudanças importantes: Pablo, Arana e Jô bateram asas. Pedro Henrique já havia sido muito utilizado no ano passado e não destoou na zaga. Romão não foi bem e ainda tomou vermelho no segundo tempo. Kazim, já da casa, mostrou que, no máximo, é opção. Não tem estofo para ser o dono da posição no comando do ataque.

Na segunda parte, bateu cansaço no Corinthians, até natural pelo desgaste dos últimos dias. O jogo ficou em ritmo lento e só melhorou após o gol, decisivo, de Felipe Saraiva, aos 23 minutos. Houve chance do empate, em pênalti desperdiçado por Jadson. Dali em diante, as jogadas de ataque eram na base do chutão, lançamentos longos e cruzamentos para a área.

Para repetir imagem usada anteriormente no comentário que fiz sobre o jogo do São Paulo, foi somente um tira-gosto, uma entradinha no cardápio corintiano – e não teve sabor. No entanto, ainda é muito cedo, cedo demais, para achar que o prato principal desagradará.