Corinthians alivia pressão em vitória tensa

Antero Greco

31 de agosto de 2011 | 20h26

Parece contraditório, mas foi isso: o Corinthians conseguiu diminuir a pressão após vitória tensa sobre o Grêmio, por 3 a 2, no início da noite desta quarta-feira. O time de Tite, um dos alvos das cobranças, chegou a abrir vantagem de 3 a 1, mas jogou com dois a menos nos últimos dez minutos, após expulsões de Liedson e Edenilson. Com esse resultado, manteve também a liderança, independentemente do que fizerem os demais concorrentes.

O Corinthians sem Jorge Henrique e Willian (na reserva) foi mais incisivo no começo do jogo, explorou bem as descidas de Alessandro pelo lado direito e dessa forma chegou à vantagem inicial – e de forma polêmica. Em lançamento da direita, o zagueiro Adilson saltou com Emerson e o juiz André Luiz Castro enxergou pênalti que não existiu. Chicão cobrou e fez 1 a 0 aos 18 minutos. O árbitro posteriormente anulou, de forma acertada, duas conclusões de Emerson para o gol. Em ambas, ele estava impedido.

O Grêmio acordou depois do gol, conseguiu reagir, obrigou Júlio César a duas boas defesas, antes de chegar ao empate em cobrança de falta de Douglas a poucos minutos do intervalo.
O time gaúcho acertou a marcação e foi mais veloz na etapa final. Danilo dava sinais de cansaço e o Corinthians perdia a batalha no meio-campo.

Tite mexeu no time, tirou Danilo, colocou Jorge Henrique e se deu bem: em dois belos lances, aos 19 e aos 22, Paulinho e Ramon recolocaram o Corinthians na frente. Quando tudo parecia tranquilo, Liedson levou o segundo amarelo, o Grêmio reanimou-se e diminuiu com André Lima. Voltou a colocar pilha no clássico.

A tensão ficou maior nos últimos minutos. Por fazer cera, Edenilson também foi expulso no momento em que se preparava para ser substituído. O Grêmio tratou de pressionar, mas de forma errada, ao insistir nos cruzamentos para a área. Melhor para o Corinthians, que ficou todo atrás e se virou como pôde para garantir a vitória. O juiz, para não se complicar, deu só três minutos de acréscimo. Para desespero (justo) do Grêmio.

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