Corinthians arruma tremenda dor de cabeça

Antero Greco

06 de maio de 2015 | 22h14

Seria fácil escrachar o Corinthians agora. Seria tranquilo jogar pra galera, que está de cabeça quente. Quando um time está por baixo, não custa nada pisar um pouco mais. Não vou entrar nessa. Não vou dizer que se trata de “cavalo paraguaio” e ainda acredito em reação.

Dito isto, vamos aos fatos: que apresentação ruim na noite desta quarta-feira, em Assunção! Time desconjuntado, sem criatividade, frágil na marcação, acovardado. Perdeu para o Guarani local por 2 a 0 e foi pouco. Pelas oportunidades criadas, desperdiçadas e aproveitadas, o placar final ficaria nuns 4 a 1. Portanto, o resultado final soa até como lucro para Tite e rapaziada.

Colocaria o desempenho na abertura das oitavas de final como uma das piores, senão a pior, partida corintiana em 2015. Fora uma bola na trave de Fábio Santos, no segundo tempo, o goleiro Aguilar praticamente assistiu de camarote ao que os companheiros fizeram.

O Guarani foi superior de ponta a ponta, com alguns momentos de lucidez do Corinthians. Tivesse melhor pontaria, abria vantagem de 2 a 0 já no primeiro tempo. A marcação falhava, Cássio idem (e errou no primeiro gol) e os paraguaios chegavam com frequência e facilidade.

As falhas da primeira fase não foram corrigidas e mantiveram aberto o caminho para o tropeço. Que veio, afinal, com os gols de Santander (aos 16) e Contrera (aos 37). Tite tentou mudar o rumo do jogo ao colocar Danilo, Malcom e Bruno Henrique, e não adiantou nada.

Não coloco a derrota na conta de Cássio, pelo erro na falta cobrada por Santander que abriu o placar. Mas pesou Danilo ficar no banco. Deveria ter começado no lugar de Luciano, a quem substituiu. Luciano fora de ritmo foi um dos mais apagados da equipe.

Jogar a toalha? De forma alguma. No Itaquerão, será possível devolver o placar, no mínimo. O problema é apresentar as mesmas falhas desta quarta-feira. Ou, pior, a queda de produção que se viu em jogos anteriores na própria Libertadores e no Paulista. Semana tensa e preocupante pelos lados do Parque São Jorge.

 

 

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