Corinthians, bem, festeja tropeço do Cruzeiro

Antero Greco

18 de setembro de 2010 | 21h01

O frio de começo de noite em São Paulo foi bravo e assustou um pouco torcedores do Corinthians que estiveram no Pacaembu. Mas a rodada começou quente para o novo líder do Brasileiro. Primeiro, porque deu a lógica, com os 3 a 0 no Grêmio Prudente. Uma barbada. Depois, pelo empate entre Botafogo e Cruzeiro (2 a 2), ruim para ambos. Para o fim de semana ficar perfeito para os alvinegros, só falta o Fluminense tropeçar neste domingo contra o Fla.

Na prática, o Corinthians fez um treino oficial contra o lanterna e acompanhado por mais de 26 mil torcedores. O encanto do Grêmio pelo jeito acabou quando debandou de mala e cuia de Barueri para Prudente. O time surpreendente do ano passado, agora está fraco, sem vida. É candidato certo para uma das quatro vagas da Segundona de 2011.

O Corinthians pouco sentiu a ausência de Chicão, William, Ralf, Jucilei. O Júlio César quase morreu congelado de só assistir ao que acontecia lá no campo do rival. Ele se esquentou apenas em um chute no segundo tempo e quando tinha de repor a bola em jogo. Os gols de Iarley, Jorge Henrique e Elias saíram sem muito custo. Se forçasse um pouco mais, goleava.

O Corinthians fez sua parte, vai a 44 pontos em 22 jogos (ainda tem o clássico com o Vasco em 13 de outubro) e coloca enorme pressão em cima do instável Fluminense. Adilson Batista e sua turma fazem campanha de quem pretende colocar a faixa de campeão e não é fogo de palha. Com exceção do tropeço de dias atrás diante do Grêmio, só ganha em casa. Isso conta.

Botafogo x Cruzeiro. Pesa em favor do Corinthians também o empate no Engenhão, que deixa o Cruzeiro com 41 pontos e o Botafogo com 38. Foi um dos jogos mais intensos do Brasileiro. O Botafogo esteve melhor no primeiro tempo, abriu vantagem, mas levou a virada na segunda etapa. Empatou com Loco Abreu cobrando pênalti (que não houve) de Diego Renan em Maicosuel. Os mineiros contestaram o árbitro Héber Roberto Lopes, mas não me convenceu também o pênalti de Caio sobre Diego Renan, que originou o primeiro gol do Cruzeiro.

O argentino Montillo foi o melhor em campo, o Cruzeiro mostrou que, mesmo com o risco de ver o Corinthians e o Fluminense escaparem, tem gás para brigar pelo título. O Botafogo, não.

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