Corinthians combativo bate Santos cauteloso

Antero Greco

20 de fevereiro de 2011 | 19h21

No meio da semana, critiquei a postura do Santos, cauteloso diante do Tachira, na estreia na Libertadores. Pois no clássico deste domingo com o Corinthians, no Pacaembu, Adilson Batista repetiu a fórmula e mais uma vez se deu mal: derrota por 3 a 1, perda da invencibilidade e da vice-liderança. O rival, combativo, se reergue e caminha para a ponta.

O campeão paulista de 2010 deixou o atrevimento de lado, em busca do pragmatismo, e ainda não acertou a mão (ou, no caso, o pé). O Santos entrou em campo só com Neymar no ataque, embora Diogo tivesse a função de auxiliá-lo, o que aconteceu em poucos momentos. Zé Eduardo e Maikon Leite, que já fizeram vários gols na temporada, ficaram à espera, no banco de reservas. Entraram no segundo tempo, com o campo encharcado e mais complicado para um time leve como o Santos.

 No meio-campo, estavam Possebon, Arouca, Robson e Elano. Esse quarteto perdeu a parada para Ralf, Paulinho e Morais, que de quebra ainda liberaram Jorge Henrique, Dentinho e Liedson. A alternativa tática do Corinthians funcionou e foi fundamental para o resultado que o levou a 19 pontos, um a menos do que o Palmeiras.

 Contou também, duas vezes, a pontaria de Fábio Santos, até outro dia reserva de Roberto Carlos. Na primeira, ele mandou bola no ângulo, em cobrança de falta, e fez 1 a 0. Na segunda, já na etapa final, deslocou Rafael, em cobrança de pênalti, nos 2 a 1. A compensação do Santos veio no belo gol de Elano, na etapa inicial. Mas o fecho de ouro ficou para Liedson, com um golaço quase no fim da partida.

 O jogo pode servir para Adilson rever conceitos. O Santos que encanta, e consegue bons resultados, é aquele mais atrevido, com postura ofensiva. Também foi útil para a autoestima do Corinthians, em baixa depois da saída de Roberto Carlos e Jucilei, além da aposentadoria de Ronaldo. Aliás, o Corinthians ficou mais ágil e leve (sem nenhuma intenção de trocadilho ou ironia) sem o Fenômeno.

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