Corinthians de agora: previsível e emperrado

Antero Greco

15 de setembro de 2013 | 23h40

Ver jogo do Corinthians ultimamente anda tão chato quanto o começo desta edição do Rock’in Rio. Não surpreende, não empolga, não mexe com adrenalina. Ou dá sono ou deixa nervoso, sem meio termo. Foi assim, mais uma vez, agora diante do Goiás, no Pacaembu. Derrota por 2 a 1 afinal merecida.

O Corinthians antes tinha ritmo aparentemente lento, se fazia de folha, mas cercava os adversários de tal forma que eles não tinham liberdade para jogar desde a defesa. E, quando menos esperavam, tomavam um contragolpe, levavam gol e tchau e bênção. Foi assim que vieram títulos do Brasileiro, da Libertadores, do Mundial, por exemplo.

A toada aparentemente não mudou, mas mudou sim, e pra pior. O Corinthians afrouxou na saída de bola dos rivais, não é incisivo e ousado no ataque, erra finalizações acima da média. A tática ficou manjada e esbarra num esquema simples e bem montado como foi o do Goiás. Sem inventar nada o alviverde encarou o campeão do mundo de igual para igual e, sem incomodar muito o Cássio, marcou duas vezes, o suficiente para ganhar.

A situação anda tão esquisita que a Fiel vaiou a equipe e entoou refrões de cobrança. Isso não acontecei há pelo menos dois anos e meio, período do auge de conquistas. A máquina emperrou e Tite, o comandante dos bons momentos também contribui para isso. Ele tem feito substituições previsíveis, assim como a estratégia de jogo.

Sou a favor da permanência dele, desde que reaja, junto com o grupo, e arrisque mais. Ensaie um número novo, altere o repertório, enfim se mexa e chacoalhe o grupo. Ao mesmo tempo, é preciso começar planejamento pra 2014, e que se inclua nele uma série de mudanças no elenco. Haverá vagas no elenco, pode apostar.

O bacana, nessa história, é o Goiás. Como quem não quer nada, chegou a 29 pontos, só um atrás do Corinthians. E sem elenco badalado e com Walter como destaque. O bojudo centroavante passou em branco, mas atrapalhou um bocado a defesa corintiana.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: