Corinthians e a força do banco de reservas

Antero Greco

16 de março de 2013 | 23h41

Há quem tenha chamado de “mistão” o Corinthians que foi a campo na noite deste sábado para enfrentar o União Barbarense, no Pacaembu. Não concordo. A equipe que Tite escalou teve muitos dos campeões mundiais e da Libertadores, e é superior a diversos concorrentes no Campeonato Paulista. E tem mais: fez3 a0 como e quando quis, em demonstração de que, aos poucos, retoma a habitual regularidade.

Júlio César, Chicão, Douglas, Guilherme não são os reservas clássicos, aqueles que entram apenas em última instância. Assim como não se pode falar que Jorge Henrique e Emerson sejam apenas alternativas para o treinador. A maioria deles tem bons serviços prestados ao Corinthians e, ao serem chamados, provaram que hoje o clube tem banco, o que é enorme luxo para o futebol brasileiro.

O pecado alvinegro foi o da soberba no primeiro tempo. Os 45 minutos iniciais não empolgaram os mais de 20 mil torcedores que estiveram no estádio municipal. Poucas foram as oportunidades criadas diante de um rival frágil e que apresentou, como mérito, espírito de luta, suor e tratou de fechar-se como pôde.

A história mudou na segunda etapa, com o Corinthians mais rápido e ligado. Jorge Henrique e Emeson foram importantes, ao participarem nos lances dos gols de Douglas, do próprio Jorge e de Renato Augusto já nos descontos. A goleada poderia ter sido mais incisiva, se Chicão não tivesse desperdiçado pênalti que o goleiro Walter defendeu.

O torneio estadual é mera formalidade, por mais que Tite e atletas desconversem a respeito. A intenção clara é a de utilizá-lo para aperfeiçoar estratégias que possam levar o Corinthians ao bicampeonato continental. Tarefa difícil, sim. Mas talvez menos do que a da primeira conquista, no ano passado.

 

 

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