Corinthians e Tite fazem o certo: a renovação de contrato

Antero Greco

15 de dezembro de 2011 | 13h35

Durou pouco a novela da renovação de contrato de Tite com o Corinthians. Na verdade, não passou de uma minissérie de início de verão. Felizmente, para treinador e para o clube, o acerto ocorreu, pelo menos no entendimento do presidente licenciado Andrés Sanchez. Assim, desaparece o que poderia ser a dor de cabeça de fim de ano do campeão brasileiro e o planejamento para 2012 segue sem sobressaltos.

Estava na cara que haveria negócio. Não interessava para ninguém a ruptura neste momento. Nem tinha cabimento. Se Tite não saiu em episódios delicados, como o da eliminação na Libertadores, não seria agora que pegaria o boné. Tenho a impressão de que o foi mais um factóide, estimulado pelo marasmo que é o noticiário esportivo de fim de temporada.

Tite ajustou-se bem ao Corinthians em sua segunda passagem. Veio na reta final do Brasileiro de 2010, vacilou com a história da Libertadores, reaprumou-se no Paulista (chegou à decisão) e embalou no Brasileiro, com o fecho de ouro, duas semanas atrás, na conquista do penta. Teve equilíbrio e encontrou respaldo em Sanchez até quando se falava em saída iminente.

O Corinthians tem projetos atrevidos para 2012, o que é compatível com quem imagina saltos enormes, em qualidade técnica e em arrecadação. Tite faz parte da estratégia e deve ter voz ativa na composição do elenco. Espera-se que o clube mantenha a base (e que não embarque nessa de desfazer-se de Ralf), contrate e monte duas equipes. Não boto muita fé nisso, mas vale a tentativa, já que haverá de novo a Libertadores pela frente. Velha obsessão.

Espero, também, que Tite opte por time e esquema mais criativos. Ok, o Corinthians levou a taça com méritos, mas foram poucos os jogos em que encheu os olhos da torcida. Desculpem-me os pragmáticos, mas não vou assinar embaixo sempre a tese de que valem as taças, os três pontos, as “vitórias até por meio a zero”. Isso pode funcionar por um tempo, não sempre. Encaixou-se para o Corinthians 2011, porém implicou riscos até a última rodada. Melhor evitar.

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