Corinthians fecha na ponta. E nada decidido

Antero Greco

16 de agosto de 2015 | 22h22

Há gritaria enorme, quase histeria, na última semana, por causa de suposto “esquema” para beneficiar o Corinthians no Brasileiro. Erros aconteceram, de fato, que ajudaram o líder do campeonato – por incompetência, falhas, mas não por orquestração, até prova em contrário.

Para não fugir à regra, apareceu polêmica na vitória por 2 a 1, de virada, sobre o Avaí, na tarde deste domingo. Os catarinenses reclamaram, com razão, de gol mal anulado de Jesse, que daria ao menos o empate. O Corinthians ganhou com dois gols de Luciano, novo xodó da torcida.

Até agora, em 19 rodadas, os corintianos conquistaram 40 pontos, quatro de vantagem sobre Grêmio e Atlético-MG, os mais diretos perseguidores. Uma pontuação expressiva, com índice de aproveitamento de campeão. O que não significa que a taça tenha destino certo, como teme muita gente, sobretudo por causa do “escândalo da arbitragem”.

E por que não está? Porque o Corinthians não é tão superior aos demais, mesmo que tenha recuperado muito do jogo consistente de outros tempos. Galo e Grêmio, para ficar nos exemplos mais próximos, têm mostrado força suficiente para incomodarem, para se manterem na corrida pelo título. Muita água vai rolar.

O Corinthians ganhou do Avaí, mas suou. Levou o gol de André Lima, viu Cássio fazer ao menos duas defesas importantes, encontrou dificuldade no meio-campo e, no ataque, dependeu do oportunismo do jovem Luciano. O mérito está no equilíbrio emocional, mesmo em momentos de maior aperto. Isso tem sido importante na campanha.

Não é o Corinthians dos feitos históricos de três anos atrás, mas também não é a equipe frágil que se supunha, após a saída de gente como Guerrero e Sheik. A prova virá no returno, em que a tendência é a de aumentar o desgaste de todos. Hora de ver a qualidade do elenco.

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