Corinthians fez a parte dele. Agora, faltam São Paulo e Palmeiras

Antero Greco

23 de abril de 2011 | 22h50

O Corinthians imitou o Santos e também não deu chance para a zebra. O público fez festa, no começo da noite deste sábado, no Pacaembu, mesmo sem ter visto exibição alvinegra de gala. Mas os 2 a 1 sobre o Oeste foram suficientes para manter a lógica, num Paulistão previsível, e garantiram o time na semifinal. Santos e Corinthians passam a Páscoa à espera de rival.

Tite e sua turma foram a campo dispostos a não permitir um novo “Tolima” em suas vidas. O Oeste, na condição de novato, debutante, franco-atirador (escolha o termo que achar melhor), não tinha nada a perder. Ao contrário, estava no lucro com a presença nas quartas de final. Tanto que deu um ligeiro susto aos 3 minutos, numa cobrança de falta de Fernandinho que obrigou o goleiro Júlio César a fazer defesa difícil.

O Corinthians logo se recuperou e ficou em vantagem aos 9 minutos, num belo chute de Liedson. O artilheiro do estadual (11 gols) interrompeu jejum que começava a incomodar. Daí em diante, sua equipe mandou no jogo e teve novas oportunidades de ampliar. Não as aproveitou e pagou por isso, com o empate aos 46 minutos, com Fábio Santos.

O gol despertou o Corinthians, que foi mais atento na etapa final. Aos 6 minutos, Dentinho saiu, por se sentir mal, e entrou Willian. Mudança decisiva, pois foi quem fez o gol da vitória, aos 19 minutos. Dali em diante, o Oeste só incomodou em lances de desespero. Uma campanha vibrante terminou diante de um rival mais poderoso. Lei da vida, que às vezes prevalece também no futebol.

Zebras dominicais? Santos e Corinthians podem comer ovos de Páscoa sem remorso, pois cumpriram seu papel. O que reserva o domingo para São Paulo e Palmeiras, diante de Lusa e Mirassol, respectivamente? Se o roteiro for mantido, ambos passam, pois tiveram as melhores campanhas na fase de classificação, cada um com 41 pontos ganhos. Mas e se o teimoso animal listrado resolver descontar no domingo o que não fez no sábado?

 O São Paulo tem elenco que permite a Carpegiani variar esquema à vontade. O ataque marcou 39 vezes (só perde para o Santos), Lucas cresce na competição e Dagoberto se fixou como referência. Foram 13 vitórias em 19 rodadas. O Palmeiras ganhou 12 vezes, não tem grupo badalado, mas compensou com defesa sólida (só 8 gols sofridos) e bom jogo de conjunto. Contrariou prognósticos céticos (eu me incluo nessa) e liderou grande parte da fase anterior.

Lusa e Mirassol têm qualidades? Sim.  O entusiasmo é a principal. A Lusa obteve vaga em cima da hora, num jogo com o São Bernardo que deu o que falar. O Mirassol ficou no bloco principal quando se pensava que lutaria para não cair. Estão à vontade – e aí mora o perigo. Controlar as zebras é o desafio para os times dos domadores Carpegiani e Felipão.

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