Corinthians, hexa

Antero Greco

20 Novembro 2015 | 02h22

Corinthians campeão. Hexacampeão. Até as pedras novas do Itaquerão sabiam disso, há muito tempo.  Era questão de rodada mais, rodada menos.  O time sobrava, nadava de braçada no Brasileiro. Não havia como ser superado, mesmo que, por cautela e matemática, os números ainda não fechavam até a noite desta quinta-feira.

A espera acabou com o empate por 1 a 1 com o Vasco, em São Januário, e com os a 4 a 2 do São Paulo sobre o Atlético-MG, no Morumbi. A combinação de resultados fez com que o novo campeão abrisse 12 pontos de vantagem sobre o vice-líder. Diferença expressiva, que mostra a distância, na prática, entre o Corinthians e os outros.

O Corinthians receberá a taça, no domingo, porque foi o melhor. Simplesmente o melhor, o mais eficiente, o mais regular, o mais harmonioso dos concorrentes da Série A de 2015. Tem o maior número de vitórias, o menor número de derrotas, o melhor ataque e a defesa menos vazada. O menor número de advertências.  Foi extraordinário como mandante (90% de aproveitamento) e incômodo como visitante.

Contestar o quê? Reclamar de quê? Que teoria de conspiração resiste a retrospecto irretocável? O Corinthians não é espetacular, maravilhoso, coisa de outro mundo. É time bom, com bons jogadores e que vivem boa fase. E tem, acima de tudo, um técnico sereno, que não inventa, não complica, não atrapalha. Tite soube dar o amálgama necessário para um grupo que passou por reformulação durante a temporada.

Jadson, Elias, Renato Augusto foram nomes de destaque. Como destaque tiveram Cássio, Gil, Fágner, Edilson, Vágner Love, Malcom. O veterano Danilo, o recém-chegado Rodriguinho. O Corinthians foi conjunto, grupo, união em torno de um ideal. Preparou-se para ser campeão, soube como perseguir o objetivo.

Não foi apresentação inesquecível, no empate com o Vasco. Ao contrário, limitou-se a atuação corriqueira, em alguns casos até abaixo do costumeiro. Por pouco não perdeu para um rival desesperado com a ameaça de rebaixamento. Mesmo assim, não se descontrolou, não desviou a atenção. Empatou e ficou à espera de tropeço do Galo no Morumbi. Que veio, e como!, com os 4 a 2.

O Corinthians fecha o ano com festa e projeta 2016 muito interessante. Sobretudo se mantiver o elenco atual. E se o treinador não for para a seleção.