Corinthians nada de braçada na ponta

Antero Greco

27 de setembro de 2015 | 19h49

Nem polêmicas adiantam mais: o Corinthians mostra, a cada rodada que passa, postura de vencedor. Não é por acaso que se aproxima de outro título nacional. Vá lá que faltem dez rodadas e 30 pontos para disputar. Mas a consistência em campo faz o líder impor-se, a esta altura, como maior candidato à taça do Brasileiro.

A altivez, a segurança e o equilíbrio deram as caras novamente, agora em Florianópolis, nos 3 a 1 sobre o Figueirense. O Corinthians pareceu em casa, com a facilidade com que se moveu em campo, ditou o ritmo e chegou à vantagem. Ignorou a situação do rival, um dos catarinenses ameaçados pelo rebaixamento.

A estratégia de Tite foi a de sempre: apostar na eficiência do meio-campo. E o quarteto Ralf, Elias, Renato Augusto, Jadson não decepcionou. Desde o início, os quatro tomaram conta do campo e fizeram a balança pesar em favor do Corinthians.

Além disso, tiveram participação decisiva nos gols, ao mandar a bola para a rede (Elias abriu a vantagem e Renato Augusto a fechou) ou a dar passe para o gol (Jadson serviu Gil no segundo gol). O gol do Figueirense veio quando não dava para mudar o rumo do jogo.

O Corinthians tem elenco enxuto, não conta com um supercraque e compensa com regularidade e harmonia. Não se abala com pressão – aliás, pouco permite que seja pressionado. Com isso, mantém os nervos no lugar e só vê a diferença crescer em relação aos demais (está com 60 pontos contra 53 do Atlético-MG).

Vai ser difícil tirar essa do Corinthians.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.