Corinthians se firma e o Vasco só naufraga

Antero Greco

30 de julho de 2015 | 02h51

Faz algumas horas que o Corinthians bateu o Vasco por 3 a 0 em Itaquera. Ainda há o calor do jogo, ao mesmo tempo em que já existe um ligeiro distanciamento. Com um pouco de frieza, dá para fazer  observações do clássico de opostos da noite de quarta-feira.

Em primeiro lugar, constatação óbvia: deu a lógica. Cheguei a imaginar um Vasco a dar trabalho redobrado ao Corinthians. Ilusão que durou apenas meio-tempo, pois ambos foram para o intervalo no 0 a 0. O Corinthians, no entanto, é muito superior ao Vasco; comparações seriam injustas e descabidas. Mereceu os três gols na segunda etapa e poderia ter feito mais.

Segunda ponderação: a equipe de Tite pode não ter vocação exagerada para o gol, ao menos não tanto quanto tem por não levar gols. Mas se viu mudança de comportamento em relação à vitória contra o Galo e ao empate diante do Coritiba, para ficar em exemplos recentes.

Naquelas duas oportunidades, fez um gol e tratou de segurar a vantagem a qualquer custo, mesmo com o risco de expor-se à pressão. Deu-se bem num caso, frustrou-se no outro. Desta vez, não: buscou o gol na maioria das vezes em que teve a bola nos pés. Vários finalizaram, e não por acaso Renato Augusto, Elias, Gil marcaram os gols. Comportamento de quem se firma de vez na corrida pelo título.

Terceiro ponto a ressaltar: Vagner Love, na toada em que se encontra, caminha para virar opção de banco. À medida que avança o campeonato, aumenta a ansiedade dele. Os gols não surgem, a intranquilidade o atrapalha, a ponto de emperrar jogadas de ataque. Tite começou a fazer teste, ao colocar Luciano em campo. Love está em baixa.

Quarta, e grave, certeza: o desespero começa a bater à porta do Vasco. Trata-se de time desconjuntado, nervoso, atrapalhado, perdido. Não por acaso; afinal, são 10 derrotas em 16 jogos, com 3 empates e 3 vitórias. Retrospecto para rebaixamento, o que seria desastroso. Celso Roth fala, fala, mas não convence. A equipe não evolui e vira presa fácil para todos.

Há salvação para o Vasco? Sim, pois o bloco do descenso não está formado. Mas a permanência na Série A, se vier, será à custa de muito sacrifício e suor, porque técnica… está em falta em São Januário.

 

 

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