Corinthians vence e faz torcedor bocejar

Antero Greco

16 de maio de 2015 | 23h30

Não é programa ruim ver futebol na noite de sábado. Pode ser baladinha igual a qualquer outra. O sujeito encomenda pizza, abre um refrigerante (ou cerveja, ou vinho, ou água), sintoniza o canal fechado (pelo qual paga uma graninha razoável) e vai curtir o time dele. No caso deste sábado, uma das alternativas era acompanhar o Corinthians contra Chapecoense.

A curiosidade de ver como se comportariam Tite e rapaziada depois da traulitada levada no meio da semana com a desclassificação na Libertadores. Para espantar o trauma causado pelo Guaraní, ou bugre paraguaio, nada melhor do que uma apresentação convincente, seguida da devida vitória. De preferência, algo para lavar a alma sofrida do torcedor.

Os três pontos vieram, com 1 a 0. Até aí, tudo bem. Só que o desempenho corintiano na luminosa arena de Araraquara foi chinfrim. O pessoal parecia de ressaca, não fez mais do que o suficiente para cumprir o compromisso da tabela, e provocou sono em quem tomou um golinho a mais de suco de cevada ou de uva fermentados.

No primeiro tempo, até que o Corinthians ensaiou um ritmo mais agradável. Até tentou abrir mão, um pouco, do toca pra lá, toca pra cá, nos dez minutos iniciais deu trabalho a Danilo, com uma bola no travessão em finalização de Jadson. Depois, se aquietou, entrou na cadência habitual. Fez o gol em lance esquisito, sem querer: Fábio Santos chutou de longe e, no meio do caminho, a bola desviou na cabeça de Mendoza, enganou Danilo e entrou.

A vantagem caiu como goleada, porque no segundo tempo o Corinthians arrastou-se, enrolou, deu espaço para a Chapecoense. Ficou quase em ponto-morto. Ganhar sempre é bom, ok, e disso precisava a turma alvinegra. Mas a torcida fica à espera de um chacoalhão, de uma explosão de entusiasmo.