Corinthians versátil

Antero Greco

05 de fevereiro de 2015 | 00h52

O Corinthians só fica fora da fase de grupos da Libertadores, se desabar um temporal que encha metade do Cantareira. Os 4 a 0 da noite desta quarta-feira, no Itaquerão, praticamente mandaram o Once Caldas para o espaço. Resultado incontestável, seguro e reconfortante. O fantasma do Tolima, pelo visto, não assombrará Tite e seus rapazes.

Mas o que me chamou a atenção foi a versatilidade corintiana contra os colombianos. O time movimentou-se constantemente, do meio para a frente trocou de posição, arriscou chutes e, o mais importante, os gols foram marcados por jogadores diferentes. Emerson abriu os trabalhos, com menos de um minuto. Na segunda fase, Felipe, Elias (golaço) e Fagner completaram o repertório.

Muito bom que isso aconteça. Não gosto de equipes que dependam excessivamente de centroavantes. Claro que eles são pontos de referência, existem pra fazer gols. Mas, quando um time gira em torno deles, podem ser limitados, ou por boa marcação, ou por uma jornada ruim ou por expulsão. Caso de Guerrero, que levou vermelho antes do intervalo e aparentemente seria baixa significativa.  (Para mim, rigor excessivo do árbitro Patrício Loustau.)

O Corinthians rodou, alternou-se até na marcação e com isso compensou a saída prematura do peruano. Não teve ritmo regular, o que é natural, por ser apenas início de temporada. A largada foi forte, o gol de Emerson sacudiu o Once Caldas, mas com o tempo o rival colombiano equilibrou o jogo. Faltou-lhe qualidade nas conclusões e ainda foi prejudicado por gol contra de Ralf mal anulado.  Foi o único momento de susto alvinegro em todo o jogo.

O equilíbrio corintiano mostrou-se eficiente e sólido na etapa final. A partir do segundo gol, diminuiu a tensão, soltou-se e esperou o tempo passar para aumentar a diferença. Tudo ficou mais fácil com a expulsão de Murillo. E, a propósito de expulsões: Fábio Santos vacilou demais em dividida desleal, no finzinho da partida, e desfalca o Corinthians na partida de volta. Que, para felicidade dele, deve ser mera formalidade.