Corinthians veste azul e… a sorte não muda

Antero Greco

01 Outubro 2016 | 19h26

Lá pelo final dos anos 60, ou começo dos 70 – nem lembro mais -, Wilson Simonal fez sucesso com uma música que tinha o refrão “Vesti azul, minha sorte então mudou…” Era bonitinha e grudava no ouvido da gente.

Pois bem, o Corinthians despiu-se do preto e branco, botou um azul todo moderninho para jogar com o Botafogo, na tarde deste sábado, e sabe o que aconteceu? Pois é, perdeu. De novo. A sorte não mudou coisa nenhuma. Volta para casa com 2 a 0, a 11.ª rodada em 28 rodadas no Brasileiro, e a sensação de descer a ladeira na classificação geral.

O resultado é consequência das limitações corintianas e de mérito do Bota, claro. Jair Ventura arranca o máximo de um grupo que não tem estrelas. Não só tirou o time do buraco em que ameaçava entrar, ainda no primeiro turno, como já o deixou ao lado do Corinthians. Agora ambos têm 41 pontos ganhos.

Os corintianos deram bilhete azul para Cristóvão Borges recentemente e achavam que assim os problemas tinham terminado. Engano. Fabio Carille assumiu com a maior boa vontade, com a ilusão de que seria a chance maior da carreira e está tomando banho de realidade. O campeão brasileiro de 2015 hoje é sombra apagada da equipe eficiente e equilibrada de tempos atrás.

O encanto alvinegro sumiu, virou fumaça ou garoa. O time foi presa fácil para o Botafogo, que decidiu o jogo no primeiro tempo, ao fazer os dois gols. O meio-campo corintiano não existe, o ataque é tão verdadeiro quanto Saci. A fase anda tão ruim que desperdiça até um dos raros momentos para marcar. Como no pênalti cobrado por Marquinhos Gabriel que Sidão defendeu.

Desse jeito, nem vai adiantar nem G-10 para o Corinthians pegar vaga para Libertadores ou Sul-Americana. Pior do que isso: daqui em diante só vai fazer figuração na Série A.

Para o Bota, ao contrário, é tempo de festa, de comemorar a permanência na elite e uma ascensão inesperada.