Corinthians vira e volta a embolar o Brasileiro

Antero Greco

22 Agosto 2016 | 22h15

A torcida do Corinthians andava meio cismada com o time. Nas últimas rodadas, acumulou escorregadelas e corria o risco de ver aumentada a diferença em favor dos líderes. Mas, por uma conjunção de resultados, eis que o atual campeão brasileiro voltou a encostar na ponta. Para tanto, contribuíram os 2 a 1 que lascou em cima do Vitória, na noite desta segunda-feira, em Itaquera, além de tropeços de Santos, Grêmio e Palmeiras. Com a combinação de placares, os alvinegros estão em terceiro lugar, com 37 pontos.

Em resumo, o campeonato continua embolado pra chuchu. O Palmeiras tem 40 pontos, o Atlético-MG está com 38. Junto com o Corinthians vem o Fla (a diferença está no saldo de gols). Logo na sequência, aparecem Santos (36) e Grêmio (35, mas com  um jogo a menos). O Furacão perdeu fôlego, está com 31 e caiu para oitavo lugar. Na frente dele, saltaram Flu e Ponte, ambos com 31. Ou seja, a briga pelo título permanece abertíssima e equilibrada. Difícil apontar um favorito nesta altura da temporada.

O Corinthians, no entanto, teve trabalho para superar o Vitória e ampliar para 33 o número de jogos em casa sem perder. No primeiro tempo, esbarrou numa marcação boa da equipe baiana e ainda amargou o gol contra de Yago, aos 43 minutos, em cruzamento de Marinho. A propósito, Marinho foi o jogador do Vitória que mais deu trabalho, mesmo no segundo tempo.

Cristóvão Borges mexeu no time no intervalo e colocou Marlone no lugar de Romero. E, com isso, obteve a reviravolta. Marlone entrou a todo vapor e logo aos 5 minutos empatou com um chute espetacular de fora da área. Além disso, ajudou na marcação e na armação. Tanto que participou do segundo gol, aos 26, marcado por Marquinhos Gabriel, de peito. O Vitória só criou uma chance, mesmo com boa distribuição em campo. Pouco para quem está perto da zona de rebaixamento.

Ficou claro que Cristóvão mantém a busca de formação equilibrada do meio para a frente. Desta vez, iniciou com Bruno Henrique, Romero, Elias, Rodriguinho. Só perto do final, colocou Giovanni Augusto em campo. O treinador não parece convencido a respeito de alguns jogadores. Mas, resultado à parte, o Corinthians do segundo tempo lembrou, em alguns instantes, aquele do ano passado: trocas de passes, paciência e rapidez no contragolpe.