Coritiba reage… e o São Paulo vira um time comum

Antero Greco

21 de junho de 2012 | 02h35

Você lembra como os dirigentes do São Paulo gostavam de alardear que comandavam um “time diferente”? Com aquela expressão, sublinhavam a maneira peculiar, e supostamente moderna, de administrar o clube, de montar o elenco, de lidar com pressões, de colecionar conquistas. Pois é, essa imagem começa a fazer parte do passado. O tricolor segue o ciclo da vida e tornou-se comum, mortal como qualquer um.

E isso ficou evidente na derrota por 2 a 0 para o Coritiba, fora de casa, que o eliminou da Copa do Brasil. Esse título continuará inédito no Morumbi e é uma perspectiva que persiste para os paranaenses. No ano passado, ela bateu na trave, diante do Vasco. Agora, a esperança se renova, seja diante do Palmeiras, seja contra o Grêmio, dois que já levaram a taça pra casa.

O jogo no Couto Pereira foi bom. O São Paulo entrou com postura mais cautelosa, na tentativa de apostar na vantagem de 1 a 0 obtida em seu campo, e apostou em contragolpes com Lucas e Luís Fabiano. Dessa maneira, deu algum trabalho para Vanderlei. O Coritiba foi à frente, como se previa, não deu tanto espaço para o rival e botou fogo na semfinal com o gol de Emerson aos 28 minutos. No mínimo levaria a decisão da vaga para os pênaltis.

O São Paulo sentiu a responsabilidade, tratou de ser mais ousado na etapa final, mas levou uma ducha gelada com o gol de Everton Ribeiro aos 16 minutos. Leão mexeu no time, colocou Maicon e Fernandinho no lugar de Casemiro e Jadson, e mais tarde ainda arriscou com Willian José em substituição e Cortez. O goleiro Vanderlei trabalhou bem e só aumentou o desespero tricolor. Que agora tem o Brasileiro para se recompor.

Os dirigentes saíram em defesa de Emerson Leão, mas ficou a sensação de desgaste. O que, em princípio, é normal, após uma decepção como essa. A questão é saber como o clube outrora diferente vai lidar com mais essa derrapada.

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