Cruzeiro 3 x Atlético 4 merecia casa cheia e festa de torcidas

Antero Greco

12 de fevereiro de 2011 | 21h59

Cruzeiro e Atlético-MG fizeram um duelo antológico, no fim da tarde deste sábado, em Sete Lagoas. Jogo daqueles pra entrar na história, para ser lembrado daqui a muitos anos como prova da grandeza dos dois rivais mineiros. Mas a vitória do Galo por 4 a 3 foi acompanhada por 9.793 pagantes pouco mais da metade da capacidade da Arena do Jacaré (18 mil). E, o que é pior, apenas por fãs do Cruzeiro, pois se estabeleceu que, por medida de segurança, seria permitida a entrada só da torcida do mandante.

A partida merecia casa cheia, Mineirão lotado, bandeiras alvinegras e celestes, serpentinas, rojões, charangas e bandas de música. Enfim, tudo o que merecem os espetáculos especiais. No entanto, por causa da ignorância e da intolerância de falsos torcedores – e também pela impotência oficial para conter a violência – as arquibancadas foram liberadas apenas para um lado. Nem assim, os cruzeirenses compraram os ingressos disponíveis.

O temor por incidentes se tornou real, embora sem maiores consequências, na chegada do ônibus do Atlético, apedrejado por alguns vândalos. Dentro de campo, porém, teve tudo – gols bonitos, virada, pênalti, exibição de gala e expulsão de Diego Tardelli. Só faltou vendaval, tufão, maremoto, chuva de granizo ou cair neve. O resto teve, como no Brasileiro do ano passado, também com vitória atleticana por 4 a 3, em Uberlândia, e com três gols de Obina.

O Cruzeiro, que se prepara para a estreia na Libertadores, contra o Estudiantes, saiu com força total e ficou em vantagem aos 19 minutos do primeiro tempo, com Wellinton Paulista. Mas Diego Tardelli fez a festa virar de lado aos 25, em cobrança de pênalti, e aos 27. Na etapa final, Henrique empatou aos 4, Diego Tardelli fez o terceiro do Galo aos 5 e Neto Berola aumentou a diferença aos 26. Gil diminuiu aos 40, para pôr fogo nos minutos finais, quando Tardelli recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

Quem conseguiu gravar o jogo, deve revê-lo várias vezes – sobretudo se for atleticano, é evidente. Mas o cruzeirense também pode dar uma espiadinha, porque a partida honrou a tradição de ambos. Faltou mesmo foi público.

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