Cruzeiro chega de mansinho

Antero Greco

22 de setembro de 2010 | 23h35

O Cruzeiro não faz alarde, não tem elenco de estrelas e sem grande badalação entra com os dois pés na briga pelo título. Durante muito tempo, as atenções ficaram voltadas para Corinthians e Fluminense, enquanto o time mineiro correu por fora. Agora, com 44 pontos, há nove rodadas sem perder, faz enorme sombra aos rivais mais badalados. E, de quebra, ultrapassa o Flu, pelo menos até esta quinta-feira.

Não foi uma exibição de gala contra o Ceará, no começo da noite, em Sete Lagoas. A vitória por 2 a 0 demorou para surgir – veio só com os dois gols argentinos (Montillo e Farías), quase no fim. No entanto, em nenhum momento a equipe de Cuca foi ameaçada. Teve dificuldades mais pela marcação forte do que por pressão cearense.

O Cruzeiro manteve a base da época de Adilson Batista, não sentiu o baque com a saída de Kléber, e consolida a condição de postulante à taça por causa de um bom goleiro (Fábio), uma defesa sem oscilações fortes (não provoca taquicardia nos torcedores), um meio-campo com dois jogadores talentosos (Montillo e Roger, enquanto tem fôlego) e um ataque discreto e eficiente. Não é por acaso que encostou.

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