Cruzeiro com Bento e ainda sem bênção

Antero Greco

21 de maio de 2016 | 23h33

O Cruzeiro teve a estreia de Paulo Bento no banco, mas ainda lhe falta a bênção de campeão, como no biênio 2013-14. O time sob comando do treinador português suou para empatar com o Figueirense por 2 a 2, na noite deste sábado, no Mineirão. Levou susto ao ficar em desvantagem de 2 a 0, porém mostrou poder de reação. E isso nunca é demais.

Não dava para esperar muita novidade, com menos de uma semana de trabalho sob nova direção. Seria absurdo aguardar um Cruzeiro diferente; isso demanda tempo. Na apresentação noturna, viu-se mais posse de bola, algumas jogadas elaboradas, um pouco mais de velocidade. Ligeiros progressos, em relação ao que vinha sendo feito com Deivid. Nada muito além disso.

Paulo Bento tateia, vai com cautela, porque precisa antes de mais nada conhecer o elenco. E, convenhamos, o grupo atual do Cruzeiro não é de primeira grandeza, como no período em que levantou o troféu duas vezes com Marcelo Oliveira. Trata-se de equipe mediana, com dificuldades, evidentes na derrota para o Coritiba (1 a 0, na semana passada) na primeira rodada, ressaltados também neste sábado.

O principal deles o ajuste na defesa, que levou dois gols de Rafael Moura, e de cabeça. Um no primeiro tempo, outro no começo da etapa final. Os vacilos em bolas pelo alto atormentaram no Estadual e voltaram a dar calafrios ao torcedor, que não perdeu a viagem e esboçou vaias.

A esperança reapareceu com os gols de Élber aos 11 e Douglas Coutinho aos 17. Houve até ligeira pressão para a virada, e quase o risco de levar o terceiro, de novo com Rafael Moura, não fosse boa defesa de Fábio. No final, um ponto em casa e ainda sem vitória na Série A.

Paulo Bento percebeu que o desafio será enorme. Deverá ter paciência, engenho e respaldo.

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